Ir para o conteúdo
Economia

Mendonça diz que Lula e Flávio podem abrir sigilos sem autorização do TSE

Ministro afirma que divulgação de dados depende dos próprios candidatos, após campanhas firmarem acordo para tornar informações públicas

2 min de leitura
Economia — imagem padrão

O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), afirmou nesta quinta-feira (22) que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) podem divulgar seus dados bancários, fiscais e telefônicos sem autorização judicial.

A decisão ocorreu após as campanhas apresentarem um acordo para a abertura simultânea dos sigilos dos dois candidatos, a três dias do segundo turno presidencial.

Datafolha: Flávio Bolsonaro é rejeitado por 46%, enquanto Lula, por 45% dos eleitores.

Na rodada anterior, Flávio marcava 44%, enquanto Lula era rejeitado por 46%.

Lula pode encerrar carreira política com derrota para Flávio, diz The New Yorker.

Revista americana vê eleição brasileira como parte de avanço da direita na América Latina e afirma que presidente enfrenta dificuldades para mobilizar eleitores.

O documento foi apresentado pelo senador Camilo Santana (PT-CE), integrante da campanha de Lula. O texto previa a divulgação dos dados ainda nesta quinta-feira, com acesso público, e pedia que o TSE requisitasse as informações ao Banco Central, à Receita Federal, aos bancos e às operadoras de telefonia.

Mendonça ressaltou que os próprios titulares podem obter os documentos diretamente nas instituições responsáveis, sem necessidade de intervenção da Justiça Eleitoral.

O ministro também observou que a divulgação voluntária não substitui investigações oficiais, uma vez que recursos de origem ilícita podem circular por contas de terceiros.

Impasse sobre empresa ligada a Flávio.

O acordo foi anunciado após divergências sobre a inclusão de familiares e empresas na abertura dos sigilos.

Lula havia exigido a divulgação de dados da Alcazar Holdings, empresa sediada em Portugal e pertencente ao advogado Willer Tomaz, apontado como próximo de Flávio.

Segundo a campanha petista, registros encontrados pela Polícia Federal indicariam que o senador figurou como “usuário master” de uma conta bancária da empresa. As informações foram apresentadas ao TSE em uma petição.

A campanha de Flávio também havia solicitado a inclusão de familiares e pessoas ligadas a Lula.

Após as negociações, os representantes das candidaturas anunciaram um entendimento para a divulgação simultânea das informações.

Com a decisão de Mendonça, caberá aos próprios candidatos e demais envolvidos disponibilizar os documentos. A assinatura do acordo, por si só, não comprova que os dados já tenham sido divulgados.

Comentários

Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.

Carregando comentários…

Leia também

Mais em Economia