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Economia

Exportações brasileiras de carne bovina para os EUA sobem 524%

3 min de leitura
Exportações brasileiras de carne bovina para os EUA sobem 524%

Exportadores brasileiros de carne bovina não podem mais vender para a União Europeia.

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  • 🔎 O salto da carne bovina ocorreu em meio às sobretaxas aplicadas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. O item está entre as exceções às tarifas adicionais impostas pelo presidente americano, assim como café solúvel, mel orgânico e pescados, como a tilápia.
  • UE considera 'difícil' liberar carne brasileira antes de 2 anos, diz representante do bloco ao g1.
  • Indústria de transformação, que reúne produtos industrializados.
  • Madeira de coníferas, com recuo de 50,6%.
  • Granitos trabalhados, com queda de 34,1%; e.
  • Sebo bovino, com diminuição de 33,4%.

As exportações brasileiras de carne bovina para os Estados Unidos dispararam 524,3% em setembro, na comparação com o mesmo mês de 2025, segundo levantamento da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham).

O avanço, porém, não foi suficiente para reverter a queda das vendas brasileiras ao mercado americano no acumulado do ano, em um período marcado pelas sobretaxas impostas pelo governo de Donald Trump a produtos brasileiros.

O crescimento foi impulsionado tanto pelo aumento da quantidade de produtos vendidos, de 3,1%, quanto pela elevação de 28% no preço médio das mercadorias exportadas.

Carne bovina dispara, enquanto outros produtos recuam.

Além da cota adicional de importação iniciada em setembro, a demanda dos EUA é impulsionada pela restrição na oferta interna de gado, consequência da fase de baixa do ciclo pecuário americano", explica a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC).

O resultado contrasta com o de outros produtos importantes da pauta exportadora brasileira.

No mesmo período, as vendas de petróleo bruto aos Estados Unidos caíram 35,8%, enquanto as de café não torrado recuaram 20%.

As exportações de produtos semiacabados de ferro, que ainda precisam passar por outras etapas de fabricação antes de se tornarem produtos finais, diminuíram 4,3%.

Exportações brasileiras perdem força nos principais setores.

A queda das vendas aos Estados Unidos também aparece nos três grandes setores da economia.

Entre janeiro e setembro, as exportações brasileiras para o mercado americano recuaram 17,8% na agropecuária, 32% na indústria extrativa e 1,2% na indústria de transformação.

O desempenho foi diferente nos demais mercados internacionais. Excluídos os Estados Unidos, as exportações brasileiras cresceram 8,9% na agropecuária, 21,2% na indústria extrativa e 6,3% na indústria de transformação.

Apesar da retração, os produtos industrializados continuaram concentrando a maior parte das vendas brasileiras aos americanos, com 84,4% do total exportado entre janeiro e setembro.

A queda de 1,2% nas exportações desse setor foi a primeira para o período desde 2020, ano marcado pela pandemia de COVID-19. Mesmo assim, os Estados Unidos permaneceram como o principal destino dos produtos industrializados brasileiros, à frente da União Europeia, da China e do Mercosul.

Produtos sobretaxados acumulam perdas no ano.

As exportações de produtos brasileiros sujeitos a tarifas adicionais dos Estados Unidos também apresentaram recuperação em setembro, mas continuam em queda no acumulado de 2026.

Entre os dez produtos mais exportados aos Estados Unidos sujeitos a tarifas adicionais de 25% ou 37,5%, nove registraram queda no acumulado do ano. As maiores retrações citadas incluem.

Importações dos Estados Unidos crescem pelo terceiro mês seguido.

Foi o terceiro mês consecutivo de crescimento, após sete meses de queda.

O resultado negativo, que indica que o país comprou mais do que vendeu ao mercado americano, foi 10,8% menor do que o registrado no mesmo período de 2025.

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