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Economia

Dino proíbe Mário Frias de deixar o país ou falar com investigados em caso Dark Horse

Deputado federal foi alvo de operação nesta quinta-feira no âmbito das investigações envolvendo a produção do filme Dark Horse

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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que os alvos da investigação sobre o financiamento do filme Dark Horse não podem deixar o país nem se falar, para não atrapalhar as apurações.

O ministro também determinou o recolhimento dos passaportes.

A Polícia Federal fez uma operação nesta quinta-feira para investigar o financiamento da cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. A investigação mira o suposto desvio de emendas parlamentares para a realização da obra.

Os agentes cumprem 49 mandados de busca e apreensão, determinados pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Os valores foram pagos em fevereiro e outubro de 2025. A operação é feita em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), e os mandados são cumpridos em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal.

De acordo com a colunista Bela Megale, do GLOBO, sete armas de Frias foram apreendidas na operação. Um Porsche também foi apreendido.

Frias repassou R$ 2 milhões em emendas para produtora de Dark Horse, alega PF.

Deputado e produtora de “Dark Horse” são alvos de operação que investiga contratos com entidades beneficiadas por recursos públicos.

Galã de ‘Malhação’: quem é Mario Frias, alvo de operação por filme sobre Bolsonaro.

Ex-ator e Karina Gama, produtora do filme, são alvos da ação da PF, além de outras 20 pessoas; apuração mira o suposto desvio de emendas parlamentares para a realização da obra.

Também foram alvos da operação Wemerson Marinho da Gama, ex-marido da Karina, e Raphael Augusto Azevedo, ex-chefe de gabinete de Mário Frias. Wemerson tinha uma empresa de consultoria empresarial que prestou serviços ao gabinete do deputado.

Entidades relacionadas à Krina, como o ICB e a Go Up, estão entre os endereços onde ocorreram buscas.

A PF afirma que o inquérito aponta a existência de uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados, suspeita de direcionar as verbas recebidas para empresas subcontratadas de forma irregular, “sem comprovação efetiva dos serviços prestados”.

O suposto esquema teria ficado em vigor até julho deste ano. A Polícia Federal apura os supostos crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.

Entenda as investigações sobre Dark Horse.

Há no STF duas apurações distintas sobre o financiamento ao filme. A operação desta quinta tem relação com emendas parlamentares e está sob a relatoria de Dino.

São investigados, entre outros, repasses indicados por Mário Frias, que nega irregularidades.

Assim, a investigação apura o possível desvio de recursos públicos para empresas ligadas à produção do filme. Dino autorizou que a PF tenha acesso a dados apreendidos pela Polícia Civil de São Paulo, que já conduzia uma investigação sobre o tema e fez uma operação mirando a produtora.

Um dos principais alvos da operação de hoje, Karina não tem nenhuma experiência em produzir longa metragens, mas é dona de entidades que recebiam emendas de vereadores e deputados para fazer eventos e projetos de literatura evangélica.

A contratação previa a instalação de 5 mil pontos de Wi-Fi em áreas pobres da capital. A Polícia Civil de São Paulo desconfiou de irregularidades e abriu uma investigação para apurar suspeitas de fraude na licitação e execução do contrato.

Em junho, os policiais civis já haviam cumprido mandados de busca em endereços da produtora, da ICB e em duas casas atribuídas a Karina. Esse material foi compartilhado com a Polícia Federal após decisão de Flávio Dino.

Outra investigação, cujo relator é o ministro André Mendonça, é um desdobramento do caso Master e começou após a revelação de conversas em que Flávio cobra repasses do baqueiro Daniel Vorcaro, do Master.

Foi, então, aberta uma investigação para apurar se o dinheiro do banco Master, envolvido em fraudes milionárias, teria sido encaminhado para a produtora do filme, via um fundo sediado nos Estados Unidos.

O inquérito também se debruça sobre a natureza da relação entre o banqueiro e Flávio. Há ainda a suspeita de que as verbas tenham bancado gastos no exterior do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que mora nos Estados Unidos.

Nesta semana, Mendonça homologou a delação premiada do operador do mercado financeiro Antonio Carlos Freixo Júnior, o Mineiro. O empresário é dono da Entre Investimentos e Participações, usada para repasses de dinheiro entre o banqueiro Daniel Vorcaro e a produção de “Dark Horse”.

Em números

  • Frias repassou R$ 2 milhões em emendas para produtora de Dark Horse, alega PF
  • A contratação previa a instalação de 5 mil pontos de Wi-Fi em áreas pobres da capital

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