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Economia

Anúncios online e facilidade do Pix abrem portas para golpes de falso aluguel

Com fraudes cada vez mais elaboradas, especialistas orientam consumidores sobre como evitar os riscos

4 min de leitura
Economia — imagem padrão

A digitalização avança a passos largos em todos os setores e não é diferente no mercado imobiliário. Muitos serviços online facilitaram a vida de quem procura e de quem aluga imóveis, mas também abriu espaço para golpes cada vez mais sofisticados.

Utilizando anúncios clonados, contratos com aparência profissional, sites falsos e incluindo até visitas presenciais aos imóveis, muitos criminosos vem conseguindo convencer vítimas a realizar pagamentos antecipados, normalmente via Pix, antes que descubram que o verdadeiro proprietário nunca autorizou a negociação.

O episódio não é isolado. Conselhos Regionais de Corretores de Imóveis (Crecis) e entidades do setor em todo o país vêm alertando para o aumento da sofisticação das fraudes imobiliárias.

Segundo o CRECI-SP, criminosos utilizam falsas intermediações, anúncios clonados, documentos adulterados e pedidos de pagamento antecipado para dar aparência de legalidade a negociações inexistentes.

Para Gyselle Campos Rodrigues, diretora comercial da imobiliária URBS Aluga, os criminosos passaram a explorar justamente a confiança que o ambiente digital transmite aos consumidores.

Por isso, a aparência de profissionalismo já não é suficiente para garantir que uma negociação seja verdadeira”, afirma.

Uma das estratégias mais utilizadas pelos golpistas é anunciar imóveis por valores muito abaixo dos praticados na mesma região. A falsa oportunidade normalmente vem acompanhada de um discurso de urgência, alegando que existem outros interessados e que o imóvel será alugado rapidamente caso o pagamento não seja realizado imediatamente.

Entre os principais sinais de risco estão pedidos de Pix antes da assinatura do contrato, atendimento realizado exclusivamente por aplicativos de mensagens e dificuldade para comprovar quem é o proprietário ou o corretor responsável pela negociação.

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Conhecer pessoalmente o apartamento ou a casa continua sendo importante, mas já não basta para garantir que a negociação seja legítima. O Creci-GO alerta que criminosos chegam a copiar chaves durante visitas, anunciam imóveis reais em plataformas digitais por preços muito abaixo do mercado e exigem depósitos antecipados, desaparecendo após receber o dinheiro.

Por isso, além da visita, especialistas recomendam confirmar quem é o proprietário, verificar se o corretor possui registro profissional e confirmar se ele realmente está autorizado a intermediar aquela locação.

Nos casos de apartamentos, outra medida simples pode evitar prejuízos, como procurar a administração do condomínio para confirmar se o imóvel está realmente disponível para aluguel e se o profissional responsável pela negociação possui autorização do proprietário.

Como verificar se a negociação é verdadeira.

Antes de efetuar qualquer pagamento, o consumidor deve adotar alguns cuidados.

verificar se a imobiliária possui registro no Creci, CNPJ, endereço físico e canais oficiais de atendimento.

pesquisar a reputação da empresa e avaliações de outros clientes.

conferir cuidadosamente o contrato e a documentação do imóvel.

confirmar as informações diretamente pelos canais oficiais da imobiliária, e não apenas pelo telefone informado no anúncio.

confirmar se o corretor possui inscrição ativa no Conselho Regional de Corretores de Imóveis e também se quem conduz a negociação possui autorização formal do proprietário para oferecer o imóvel.

Caso a fraude seja descoberta após a transferência, a orientação é agir imediatamente. O primeiro passo é registrar um boletim de ocorrência e comunicar a instituição financeira responsável pela transferência para tentar bloquear ou rastrear os valores enviados.

Também é fundamental preservar anúncios, comprovantes de pagamento, contratos, conversas, áudios e demais documentos relacionados à negociação, que poderão auxiliar na investigação policial.

Segundo Gyselle, quanto mais rapidamente essas providências forem adotadas, maiores são as chances de contribuir para a identificação dos responsáveis e, eventualmente, recuperar parte dos recursos.

Para a especialista, a atuação de uma imobiliária profissional não se resume à apresentação do imóvel. Segundo ela, a intermediação envolve análise documental, conferência das informações, orientação jurídica e acompanhamento da relação entre proprietário e inquilino durante toda a locação.

Na avaliação da diretora, negociar com profissionais habilitados continua sendo a principal forma de reduzir os riscos, porque ele agrega segurança. “Antes de fechar qualquer negócio, pesquise a empresa, confirme as informações e negocie com profissionais habilitados.”.

Fontes

Informação baseada em material público de InfoMoney, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

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