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Corumbá

Ex-vereador preso começa briga durante banho de sol e leva socos de detento

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Ex-vereador preso começa briga durante banho de sol e leva socos de detento

Ex-vereador preso começa briga durante banho de sol e leva socos de detento.

Ex-vereador de Corumbá conhecido como "Buxexa Amaral", preso preventivamente desde julho, iniciou briga durante banho de sol no presídio da cidade, conforme imagens de monitoramento. Apesar de a defesa alegar que ele foi espancado, os vídeos mostram que ele chutou e socou outros detentos primeiro. A Agepen confirmou o episódio, prestou atendimento médico e abriu procedimento disciplinar. O Ministério Público pediu investigação policial e novo exame médico no ex-vereador.

As imagens registram cerca de dez minutos de movimentação. No início da gravação, Augusto aparece se aproximando de outro interno e dando um chute nele. Na sequência, os dois entram em luta corporal e o ex-vereador desfere socos contra o homem, chegando a imobilizá-lo.

Durante a confusão, policiais penais aparecem para conversar com os internos e, por alguns instantes, o confronto é interrompido. Depois que os agentes deixam o local, porém, Augusto volta a agredir o mesmo detento. Na sequência, o homem consegue derrubar o ex-vereador e passa a revidar as agressões. Augusto permanece imobilizado até a chegada dos policiais penais, que intervêm e encerram a briga.

A defesa apresentou à Justiça um pedido de providências urgentes, afirmando que o custodiado vinha relatando episódios de violência, ameaças e maus-tratos no interior da unidade. No documento, também foi solicitado exame de corpo de delito, atendimento médico, preservação das imagens das câmeras e investigação sobre as circunstâncias da agressão.

A advogada sustentou ainda que Augusto, por estar preso, deveria ter sua integridade física garantida pelo Estado e questionou as condições em que ele foi colocado na cela.

A agência informou ainda que o custodiado recebeu atendimento da equipe de saúde e que as imagens do sistema de videomonitoramento foram preservadas e encaminhadas ao Poder Judiciário, assim como o registro do boletim de ocorrência.

Após o episódio, Augusto foi mantido separado dos demais internos como medida preventiva para preservar a integridade física dele e a segurança da unidade. A Agepen também informou que foi aberto procedimento disciplinar interno para apurar as responsabilidades dos envolvidos e as eventuais sanções cabíveis.

Em um ofício, a administração penitenciária informou que Augusto apresentava comportamento hostil em relação a policiais penais e demais internos desde que chegou à unidade. Também afirmou que as imagens do sistema de videomonitoramento foram preservadas e mostram o ex-vereador iniciando as agressões contra dois detentos.

Ao analisar as manifestações apresentadas no processo, o Ministério Público Estadual entendeu que as alegações da defesa sobre supostas irregularidades na custódia não encontravam, naquele momento, respaldo suficiente nos documentos apresentados.

O órgão destacou que as imagens da câmera de segurança indicavam a existência de conflitos e agressões e defendeu que os fatos fossem apurados em procedimento próprio. O órgão pediu que a Polícia Civil investigue a briga, com identificação dos policiais penais e testemunhas, além da preservação e juntada das imagens completas do período anterior, durante e após o confronto.

O Ministério Público também pediu a realização de novo exame médico complementar em Augusto, com registro fotográfico das lesões. A manifestação ressalta que o boletim de ocorrência registrado por um dos internos envolvidos na briga deve permanecer no processo, pois se trata de documento relacionado aos fatos que precisam ser esclarecidos.

Caso - Augusto do Amaral está preso preventivamente desde o fim de julho, após um episódio de desobediência na Delegacia Regional de Corumbá. Na ocasião, ele havia ido à unidade policial para fazer denúncias relacionadas a apreensão de madeira, ocorrida em Corumbá no dia 21 de junho. Conforme o processo, Augusto chegou na delegacia filmando os agentes, enquanto realizava transmissões ao vivo em um perfil nas redes sociais.

A defesa chegou a pedir a revogação da prisão e, posteriormente, apresentou novas manifestações questionando as condições da custódia.

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