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Tecnologia

Papa Leão XIV faz alerta sobre o uso de IA na guerra e cobra regras éticas globais para a tecnologia

Papa Leão XIV pede uma IA voltada à paz, com limites éticos e supervisão, e alerta para riscos em conflitos e no trabalho.

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Papa Leão XIV faz alerta sobre o uso de IA na guerra e cobra regras éticas globais para a tecnologia

O papa Leão XIV voltou a pedir que a inteligência artificial seja desenvolvida para promover a paz e preservar a dignidade humana. Em Roma, ele criticou sistemas que possam aprofundar divisões sociais e alertou para os riscos da tecnologia em conflitos.

  • supervisão independente dos sistemas.
  • políticas e estruturas legais adequadas.
  • educação para o uso responsável das ferramentas digitais.
  • Erro de IA quase colocou EUA e China em confronto após falsa identificação de carga em navio chinês.
  • Especialistas de EUA e China cobram limites rígidos para conter riscos da inteligência artificial militar.
  • Trump anuncia criação de “Força de IA” nos EUA e promete nomear um “czar” para acompanhar a tecnologia.

A posição está presente também em sua primeira encíclica, Magnifica humanitas, publicada em maio. O documento propõe regras, supervisão e limites éticos para o desenvolvimento da IA.

Leão XIV fez o apelo durante a conferência AI4Peace, realizada na Pontifícia Universidade Lateranense, em Roma. O encontro reuniu o economista norte-americano Jeffrey Sachs, a presidente do conselho municipal de Roma, Svetlana Celli, e Francisco Rojas Aravena, reitor da Universidade para a Paz das Nações Unidas, na Costa Rica.

Tecnologia sob responsabilidade humana.

Na encíclica, Leão XIV rejeita a ideia de que a tecnologia seja inerentemente ruim. Ao mesmo tempo, afirma que ela não é neutra, pois carrega características de quem a desenvolve, financia, regulamenta e utiliza.

Para o pontífice, a criação de sistemas de IA deve vir acompanhada de responsabilidade e prestação de contas. O documento aponta cinco frentes.

Leão XIV ainda alerta para a concentração tecnológica. Segundo a encíclica, deixar essas ferramentas nas mãos de poucos pode aumentar a distância entre quem participa da transformação digital e quem permanece excluído dela.

O impacto da IA sobre o trabalho é outro tema abordado pelo papa. Ele reconhece que a tecnologia pode assumir tarefas repetitivas, mas questiona um modelo no qual os trabalhadores precisam se adaptar constantemente ao ritmo das máquinas.

A encíclica afirma que o avanço tecnológico não deve ser orientado apenas por produtividade e lucro. Dignidade e bem comum, segundo o documento, precisam entrar nessa equação.

Leão XIV dedica atenção especial ao emprego da inteligência artificial militar. Para ele, a revolução digital está alterando a natureza dos conflitos e exige limites éticos definidos internacionalmente.

O papa alerta que sistemas de IA podem acelerar confrontos, tornar decisões sobre vida e morte mais impessoais e reduzir vítimas a dados.

Não há algoritmo que possa tornar a guerra moralmente aceitável.

Como alternativa à lógica de poder, o documento defende diálogo, diplomacia e cooperação internacional. A mensagem apresentada em Roma reforça, assim, a visão de que o avanço da IA deve estar orientado pela dignidade humana, pela paz e pelo bem comum.

Valdir Antonelli é jornalista com especialização em marketing digital e consumo.

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