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O eclipse solar que ajudou a provar a Teoria da Relatividade de Einstein

Descubra como um eclipse solar total ajudou Albert Einstein a comprovar a Teoria da Relatividade Geral em 1919

3 min de leitura
O eclipse solar que ajudou a provar a Teoria da Relatividade de Einstein

Apenas seis meses após o fim da Primeira Guerra Mundial, no dia 29 de maio de 1919, um eclipse solar total entrou para a história da ciência ao ajudar a comprovar a Teoria da Relatividade Geral, proposta quatro anos antes pelo físico alemão Albert Einstein.

Na época, Einstein defendia a ideia revolucionária de que a gravidade não apenas atrai objetos, mas também pode deformar o espaço, o tempo e até desviar o caminho da luz.

Se a teoria estivesse correta, a luz das estrelas sofreria uma pequena curvatura ao passar pela intensa gravidade do Sol.

Então, um eclipse total oferecia a oportunidade perfeita para verificar essa previsão, já que a Lua bloquearia o brilho solar e permitiria observar estrelas normalmente invisíveis durante o dia.

Eclipse solar total pode afetar internet, GPS ou comunicações.

Como um astrônomo do século 19 previu 13 mil eclipses apenas com papel e lápis.

Carnaval de 2027 terá eclipse solar com “Anel de Fogo” no Brasil.

Observações no Brasil colaboraram com os testes de Einstein.

De acordo com a Agência Espacial Europeia (ESA), as observações foram realizadas por duas expedições organizadas pela Royal Society e pela Royal Astronomical Society.

Uma delas foi para Sobral, no Ceará, aqui no Brasil, e a outra para a ilha do Príncipe, na costa oeste da África. Os pesquisadores fotografaram as estrelas próximas ao Sol durante o eclipse e compararam suas posições com imagens registradas anteriormente, quando o Sol não ocupava aquela região do céu.

Apresentados em Londres em 8 de novembro de 1919, os resultados mostraram que a luz das estrelas realmente era desviada pela gravidade do Sol em uma intensidade muito próxima da prevista por Einstein.

A descoberta representou um marco para a física, enfraqueceu a teoria da gravidade formulada por Isaac Newton e transformou Einstein, então com 40 anos, no cientista mais famoso do mundo.

Apesar da repercussão, alguns pesquisadores questionaram a precisão das medições realizadas durante o eclipse. Nas décadas seguintes, novas observações e estudos com radiotelescópios forneceram resultados mais precisos, mas ainda havia dúvidas sobre a margem de erro dos experimentos.

A confirmação definitiva veio entre 1989 e 1993 com o satélite Hipparcos, da ESA. Equipado para medir com extrema precisão a posição de mais de 100 mil estrelas, ele conseguiu detectar o desvio da luz provocado pela gravidade do Sol sem depender de um eclipse.

As medições do Hipparcos mostraram que a previsão de Einstein estava correta com uma margem de erro de apenas uma parte em mil. O resultado consolidou a Teoria da Relatividade Geral como um dos pilares da física moderna, confirmando que o eclipse de 1919 foi decisivo para mudar a forma como a humanidade compreende o Universo.

Agosto traz eclipse solar total mais importante dos últimos anos.

Na quarta-feira (12), milhões de pessoas em pontos privilegiados do mundo poderão acompanhar um dos espetáculos mais impressionantes da astronomia: um eclipse solar total.

O fenômeno reúne características que o tornam um dos eclipses mais importantes da década – clique aqui e saiba mais.

Flávia Correia é jornalista do Olhar Digital, cobrindo Ciência e Espaço.

Em números

  • Como um astrônomo do século 19 previu 13 mil eclipses apenas com papel e lápis
  • Equipado para medir com extrema precisão a posição de mais de 100 mil estrelas, ele conseguiu detectar o desvio da luz

Fontes

Informação baseada em material público de Olhar Digital, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

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