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Tecnologia

Brasil supera EUA na adoção de agentes de IA pelas empresas

Pesquisa mostra que 76% das empresas brasileiras já operam agentes de IA, mas vazamentos de dados ainda travam parte dos projetos.

3 min de leitura
Brasil supera EUA na adoção de agentes de IA pelas empresas

O Brasil já aparece entre os mercados com maior adoção corporativa de inteligência artificial. Segundo estudo global da Sinch com 2. 527 executivos, 76% das empresas brasileiras mantêm agentes de IA em produção.

A taxa supera a média mundial, de 62%, e a dos Estados Unidos, de 67%.

O cenário de expansão tem um contraponto: problemas de governança ainda levam empresas a recuar em projetos de IA. No país, 80% das organizações já interromperam ou reverteram alguma implementação.

Em 39% desses casos, houve vazamento de dados ou de informações pessoais.

A intenção de ampliar os gastos mostra que esses problemas não frearam os planos das companhias. O levantamento aponta que 66% das empresas brasileiras pretendem aumentar em mais de 25% os investimentos em IA.

Só a Índia apresenta uma taxa maior, de 71%.

A infraestrutura também entrou na pauta. Hoje, 48% das empresas brasileiras avaliam novos fornecedores para dar suporte aos projetos de inteligência artificial.

O índice é inferior apenas ao da Índia, que chega a 50%.

A diferença de ritmo fica ainda mais evidente na comparação entre as regiões. Na América Latina, 21% das empresas planejam elevar os investimentos em IA em mais de 50%.

A região latino-americana, porém, também registra mais problemas relacionados à proteção de dados. Segundo a pesquisa, 41% das organizações precisaram desligar agentes de IA após vazamentos.

Na América do Norte, o percentual foi de 26%.

Nas Américas, 87,2% das empresas consideram a infraestrutura de comunicação essencial para seus projetos de IA. O mesmo percentual diz ter avaliado ou negociado com novos fornecedores nos últimos 12 meses.

Os números que ajudam a dimensionar o cenário brasileiro são.

76% das empresas já operam agentes de IA em produção.

80% interromperam ou reverteram implementações por questões de governança.

66% pretendem elevar os investimentos em mais de 25%.

48% estão avaliando novos fornecedores.

Para Mario Marchetti, CEO da Sinch na América Latina, o momento exige uma mudança de foco. “O desafio agora não é mais adotar IA, mas garantir que ela seja segura, governada e capaz de entregar experiências consistentes para o cliente”, afirma.

O estudo The AI Production Paradox ouviu executivos seniores de dez países e seis setores da economia. Os resultados mostram que colocar agentes de IA em funcionamento já é uma realidade para muitas empresas brasileiras.

O próximo passo será manter esses sistemas operando sem abrir mão da segurança e da governança.

Valdir Antonelli é jornalista com especialização em marketing digital e consumo.

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