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Tecnologia

Apple recorre à China para fugir da crise de chips de memória

Fabricante do iPhone se aproxima de gigante chinesa em um movimento que pode desagradar o governo de Donald Trump.

2 min de leitura
Apple recorre à China para fugir da crise de chips de memória

De um lado, as sanções dos Estados Unidos contra a China. Do outro, o avanço da inteligência artificial e a consequente redução da oferta de chips de memória, que tem impactado todo o mercado de tecnologia.

Neste cenário complexo, a Apple adotou uma postura que pode trazer reflexos geopolíticos num futuro nada distante. A empresa está testando chips de memória fabricados pela chinesa CXMT em várias linhas de produtos, incluindo iPhones e MacBooks.

Chips serão usados em produtos vendidos na China.

De acordo com reportagem do The Wall Street Journal, a Apple abriu conversas com a fabricante chinesa de semicondutores CXMT.

O objetivo é garantir o fornecimento dos componentes para dispositivos vendidos pela empresa na China.

O problema agora é convencer o governo dos Estados Unidos.

Isso porque a Casa Branca tem ampliado as sanções tecnológicas contra os chineses.

Em resumo, os norte-americanos querem impedir que Pequim tenha acesso a dispositivos de ponta.

Apple se equilibra entre as duas potências.

A Apple está aumentando os preços de seus produtos globalmente. A justificativa é o aumento do custo dos chips de memória devido à alta demanda das empresas de IA.

Dessa forma, ter acesso a suprimentos chineses pode ajudar o fabricante do iPhone a aliviar essa pressão.

No entanto, regras federais impedem empresas norte-americanas de transferir tecnologia para empresas como a CXMT, incluindo qualquer comunicação sobre detalhes técnicos e especificações de produtos.

Essa restrição efetivamente impede a Apple de encomendar chips personalizados da gigante chinesa.

Por sua vez, as regras permitem que a Apple use componentes da CXMT prontos para uso e negocie preços com a empresa chinesa. Fabricantes de laptops como HP e Acer, por exemplo, já começaram a usar chips de memória da CXMT em dispositivos vendidos fora dos Estados Unidos.

Mesmo que a Apple esteja cumprindo rigorosamente as normas, ainda há risco de reações políticas do governo de Donald Trump. Basta saber até onde a big tech está disposta a ir para tentar aliviar a pressão provocada pela falta de chips.

Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Fontes

Informação baseada em material público de Olhar Digital, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

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