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Tecnologia

Além do táxi aéreo: carros voadores podem ganhar fins militares

4 min de leitura
Além do táxi aéreo: carros voadores podem ganhar fins militares

Depois da conclusão da operação, a Resonant continuará funcionando como a divisão de defesa da Joby e manterá suas atividades atuais. Já a divisão comercial da companhia continuará concentrada no desenvolvimento de táxis aéreos, com os primeiros serviços previstos para começar ainda este ano.

A aquisição ocorre em momento em que empresas do setor de aeronaves elétricas buscam novas fontes de receita além dos táxis aéreos urbanos.

O desenvolvimento desses veículos envolve custos elevados, enquanto os processos regulatórios necessários para iniciar operações comerciais têm avançado lentamente, adiando a perspectiva de geração de receita em larga escala.

Nesse cenário, contratos militares se tornaram uma oportunidade especialmente atrativa para empresas que precisam sustentar operações caras enquanto aguardam a expansão do mercado comercial.

Fundada em 2015, a Resonant Sciences emprega cerca de 250 pessoas e desenvolve sistemas destinados a ajudar aeronaves a detectar informações, se comunicar e operar em ambientes complexos, incluindo zonas de conflito.

A empresa trabalha com sensores, antenas e tecnologias de processamento de sinais usadas para coletar informações, viabilizar comunicações seguras e proteger sistemas contra interferências.

A Resonant também possui experiência em tecnologias de baixa observabilidade, que ajudam a tornar aeronaves mais difíceis de detectar.

Seus produtos já foram qualificados para uso em mais de 20 aeronaves comerciais e militares. Devido à natureza classificada de parte dos trabalhos realizados pela empresa, muitos de seus funcionários possuem autorização de segurança para acessar informações militares sigilosas.

Segundo a Joby, a aquisição permitirá combinar sua experiência em propulsão e sistemas autônomos com as capacidades da Resonant em radiofrequência, sensores e sistemas de missão.

A companhia pretende utilizar essa combinação de tecnologias para desenvolver e construir aeronaves com características furtivas, capazes de dificultar sua detecção.

Do sonho à realidade: carro voador da Embraer se aproxima.

Maior carro voador do mundo tem cinco toneladas e aguenta mais de mil quilômetros.

Busca por alternativas aos táxis aéreos.

A estratégia da Joby acompanha movimento mais amplo entre fabricantes de aeronaves elétricas, que estão recorrendo a projetos militares para fortalecer suas finanças.

Os táxis aéreos ainda precisam obter aprovações governamentais necessárias na maioria dos mercados onde essas empresas pretendem operar comercialmente. Sem essas autorizações, o setor encontra dificuldades para transformar os veículos em fonte significativa de receita.

Com isso, conquistar contratos militares começa a se tornar tão importante para algumas empresas quanto colocar os táxis aéreos em operação comercial.

A concorrente Archer Aviation, sediada em San Jose (EUA), também vem seguindo esse caminho. No mês passado, a companhia apresentou uma nova aeronave desenvolvida em parceria com a empresa de tecnologia de defesa Anduril.

Ao mesmo tempo, o setor começa a passar por um processo de consolidação. A Boeing anunciou recentemente a venda de três de suas subsidiárias de eVTOL para a própria Archer, em uma operação de grande porte que também envolve o mercado de táxis aéreos.

Para a Joby, a compra da Resonant Sciences representa, portanto, mais do que uma expansão de negócios: é uma tentativa de fortalecer sua presença no mercado de defesa enquanto a empresa ainda trabalha para transformar os táxis aéreos em uma operação comercial viável.

Rodrigo Mozelli é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) e, atualmente, é redator do Olhar Digital.

Joby já tem histórico com as Forças Armadas.

Embora a aquisição amplie significativamente a presença da Joby no setor de defesa, a empresa mantém relações com as Forças Armadas dos Estados Unidos há anos.

A aproximação começou em 2016, quando a companhia participou de um projeto da Defense Innovation Unit, iniciativa do Departamento de Defesa estadunidense voltada ao desenvolvimento e à adoção de tecnologias inovadoras.

Em 2020, a Joby se tornou a primeira desenvolvedora de eVTOLs a obter uma aprovação de aeronavegabilidade e um certificado de autorização de voo da Força Aérea dos Estados Unidos para testes conduzidos pelo governo.

Três anos depois, em 2023, a empresa entregou sua primeira aeronave à Base Aérea de Edwards, na Califórnia, para testes.

Agora, a aquisição da Resonant amplia essa relação e dá à Joby acesso a tecnologias voltadas especificamente para aplicações militares.

Em números

  • Fundada em 2015, a Resonant Sciences emprega cerca de 250 pessoas e desenvolve sistemas destinados a ajudar aeronav

Fontes

Informação baseada em material público de Olhar Digital, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

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