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Saúde

Por que o exercício é um grande aliado do paciente com câncer

O treino é indicado antes, durante e após o tratamento oncológico, para proteger a massa muscular, a integridade óssea e a função cardiorrespiratória.

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Por que o exercício é um grande aliado do paciente com câncer

Especialista fala sobre protocolo de exercícios que ajudam no combate ao câncer de mama.

  • Vitamina A: em dose moderada pode reduzir a densidade óssea e, em dose alta, leva à toxicidade hepática.
  • Vitamina D: em dose alta, pode causar hipercalcemia (concentração de cálcio no sangue acima dos valores de referência normais) e cálculo renal. O risco se faz presente com doses a partir de 1.000 UI por dia.
  • Vitamina B6: doses acima de 35 mg por dia estão associadas a mais fraturas de quadril.
  • Vitamina C: possível associação com nefrolitíase (pedras nos rins) em homens.

Na semana passada, acompanhei diversas sessões do 13º. Congresso de Geriatria e Gerontologia do Rio de Janeiro (GeriatRio 2026) – e tenho muito para contar! A primeira palestra foi sobre a importância do exercício para a pessoa com câncer, dada por Daniel Galvão, professor da Universidade Edith Cowan, em Perth (Austrália), e diretor do Instituto de Pesquisa em Medicina do Exercício da instituição.

Além disso, reduz a toxicidade do tratamento e será parte fundamental da reabilitação. Atualmente, as chances de sobrevida aumentaram muito, mas nem sempre essa sobrevida é de boa qualidade.

É onde o treino físico é capaz de fazer uma enorme diferença”, afirmou, acrescentando que a prescrição sempre deve ser individualizada.

Galvão citou, como exemplo, o tratamento do câncer de próstata, que inclui a supressão da testosterona – clinicamente chamada de Terapia de Privação Androgênica.

Uma das principais estratégias contra o tumor, ela provoca uma mudança na composição corporal: há redução de massa muscular e ganho de gordura, dois fatores que afetam a funcionalidade e aceleram o envelhecimento.

Até 2010, era simplesmente contraindicado exercitar-se após um diagnóstico de câncer. Um significativo volume de pesquisas – a Austrália é pioneira nesse campo – mostrou a relevância do treino e mudou o jogo a partir de 2019.

No entanto, o professor reconhece que os sistemas de cuidado oncológico ainda não estão preparados para oferecer um suporte sistemático ao exercício.

Suplementos: padrão alimentar vale mais do que uma cápsula.

Já escrevi algumas vezes sobre o assunto, mas vale voltar ao tema, principalmente depois de assistir às apresentações de dois professores da UFRJ, ambos com especialização em oncologia: o hepatologista João Marcello de Araújo Neto e a nutricionista Wilza Peres.

Ele apontou riscos do seu uso indiscriminado.

Sobre os esteroides anabolizantes, foi especialmente enfático: elevam a pressão arterial e os níveis do LDL (o colesterol ruim), aumentando o risco cardíaco, diminuem o nível de testosterona e acarretam danos ao fígado.

Peres alertou para a vulnerabilidade das pessoas mais velhas, que acreditam que os suplementos vão garantir uma longevidade saudável. “A pergunta que deve ser feita é: que problema este suplemento vai tratar ou prevenir, e qual é a evidência de que funcione.

Se não houver resposta, não há indicação”, afirmou. Esse é o problema dos multivitamínicos, que só fazem sentido em pessoas com dieta muito restrita, insegurança alimentar ou dificuldade de mastigação.

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