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Saúde

De olho na longevidade ativa, Singapura também investe em ações voltadas para os jovens

Plano de cinco anos prevê iniciativas para formar futuros cidadãos mais confiantes, conectados e participativos

3 min de leitura
De olho na longevidade ativa, Singapura também investe em ações voltadas para os jovens

Não resisto: esta é outra coluna sobre Singapura, que vem sendo palco de uma experiência inédita para garantir mais anos de vida com saúde aos seus cidadãos. A meta é aumentar a expectativa de vida em três anos na próxima década; e em cinco até 2050.

  1. Confiantes (Confident): oportunidades para que os jovens aprendam a navegar na incerteza, desenvolvendo competências para o futuro, sem descuidar do seu bem-estar físico e mental.
  2. Conectados (Connected): estímulo para que a garotada crie amizades sólidas, fortaleça os laços familiares e se integre à comunidade.
  3. Participativos (Contribute): incentivo para aprimorarem sua capacidade de liderar e se tornarem vozes relevantes nas tomadas de decisão nacionais.

O piloto da ação se concentra na região de Queenstown, onde vivem perto de 100 mil pessoas, sendo que 22% acima dos 65 anos. Todos os esforços são para estimular a adoção de um estilo de vida saudável, a convivência social e um senso de pertencimento e propósito.

No entanto, há um dado novo na equação: as políticas públicas passaram a considerar os jovens como prioridade para a construção de uma longevidade ativa.

Nem mesmo a pequena cidade-estado, com 5,6 milhões de habitantes, está imune à solidão: 8% dos jovens entrevistados em 2025 disseram não ter amigos próximos, em comparação com 4% em 2013.

Como a longevidade é um processo construído ao longo de toda a vida, os gestores públicos decidiram investir também nessa parcela da população.

Até o fim deste ano, serão inaugurados 12 “terceiros espaços” para a juventude. Concebido pelo sociólogo Ray Oldenburg na década de 1980, o termo refere-se ao ambiente de convivência distinto da casa (o primeiro espaço) e do trabalho ou escola (o segundo).

A proposta é não sobrecarregar os jovens com uma agenda rígida. Com acesso gratuito, são locais projetados para ajudá-los a criar conexões, explorar seus interesses e encontrar a sua comunidade – ali, podem jogar, estudar ou apenas descansar.

O objetivo é implantar o Plano para a Juventude de Singapura (SG Youth Plan), estruturado em três eixos, em cinco anos. São eles.

Entre as iniciativas estão as “oportunidades de experimentação” (taster opportunities): até 2030, serão ofertadas, anualmente, 30 mil estágios breves em diversos setores, para motivar a garotada e mapear habilidades e talentos.

Outra ação relevante é destinar 20 milhões de dólares para apoiar 3 mil projetos liderados por jovens nos próximos cinco anos. É assim que se prepara um país para as próximas gerações.

Em números

  • O piloto da ação se concentra na região de Queenstown, onde vivem perto de 100 mil pessoas, sendo que 22% acima dos 65 anos
  • Nem mesmo a pequena cidade-estado, com 5,6 milhões de habitantes, está imune à solidão: 8% dos joven
  • Outra ação relevante é destinar 20 milhões de dólares para apoiar 3 mil projetos liderados p

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