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Corumbá - MS | Quinta-feira, 5 de novembro de 2026 | 15:25

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Política

Tornado, ciclones e ventos: o que está acontecendo no Centro-Sul do Brasil

Especialista aponta mudanças climáticas e influência do El Niño como fatores associados à frequência e à intensidade dos eventos; mais de 100 tornados já foram

6 min de leitura
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Depois de dias de calor intenso, um cenário de instabilidade se mantém em diversas regiões do Brasil nesta quinta-feira (5), impulsionado pela formação de uma nova frente fria e pela atuação de um ciclone.

  • Sul tem alerta para temporais e muita chuva; veja previsão pelo Brasil.
  • Novo alerta de chuva forte é emitido para estados do Sul do Brasil.
  • Avanço de ciclone aumenta chance de novos tornados na região Centro-Sul.

Em entrevista ao Live CNN nesta quinta-feira (5), Alexandre Nascimento, sócio-diretor da Nottus Meteorologia, afirmou que os eventos não são inéditos, mas têm ocorrido com maior frequência e intensidade.

Segundo o meteorologista, as mudanças climáticas estão entre os fatores associados a esse cenário. Ele também destacou a influência do El Niño, fenômeno climático que altera a circulação atmosférica e os padrões de temperatura e chuva em diferentes regiões do planeta.

Nascimento afirma que o Brasil já registrou mais de 100 fenômenos da categoria dos tornados neste ano, número superior ao observado em recortes de anos anteriores, segundo levantamento citado por ele.

O especialista também alerta que o risco de novos temporais deve continuar na próxima semana. A previsão considera a formação de tempestades entre as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, em um período do ano marcado pelo aumento da instabilidade atmosférica.

Diferenças entre tornados, microexplosões e ciclones Apesar de provocarem ventos intensos e estragos, tornados, microexplosões e ciclones extratropicais são fenômenos com características e dimensões diferentes.

Os tornados e as microexplosões atingem áreas menores, mas podem apresentar grande intensidade e provocar danos concentrados em determinadas localidades. Já os ciclones extratropicais podem influenciar regiões muito mais extensas, com centenas de quilômetros de abrangência.

De acordo com Nascimento, enquanto tornados e microexplosões têm efeitos mais localizados, os ciclones extratropicais podem provocar ventos fortes em diferentes estados durante sua passagem.

No Sul e no Sudeste, por exemplo, os efeitos podem alcançar o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. Temporais atingem o Centro-Sul nesta quinta-feira Nesta quinta, a formação de uma nova frente fria e a atuação de um ciclone extratropical sobre o Oceano Atlântico favorecem a ocorrência de chuva, tempestades e rajadas de vento em diferentes áreas do Centro-Sul.

As rajadas de vento podem alcançar os 70 km/h no litoral dos dois estados. Por outro lado, no Rio Grande do Sul, o afastamento da área de baixa pressão e a atuação de ar mais seco diminuem as instabilidades, o que permite aberturas de sol No Sudeste, o avanço da frente fria espalha nuvens carregadas por São Paulo, pelo centro-sul de Minas Gerais e pelo Rio de Janeiro, com risco de tempestades e queda de granizo em pontos isolados.

Ventos entre 50 km/h e 70 km/h devem atingir a costa paulista e trechos do litoral e interior fluminense A organização da frente fria aliada ao transporte de umidade da Amazônia reforça o cenário de chuvas no Centro-Oeste, com temporais e pancadas fortes previstos para Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e o Distrito Federal.

Apesas do avanço da chuva no Centro-Sul, o calor de início de novembro segue forte em várias áreas do país. Em contrapartida, no interior do Nordeste, a massa de ar seco predomina e a umidade relativa do ar pode cair a níveis críticos entre 12% e 20%.

Tornados no Sul do Brasil Somente nesta quarta-feira (4), foram registrados três ocorrências de tornados. Um ocorreu no Rio Grande do Sul, atingindo as cidades de Erval Grande, Itatiba do Sul e Barra do Rio Azul, no Norte gaúcho.

Os outros dois foram em Chapecó e Xanxerê, cidades do Oeste de Santa Catarina. Segundo a Defesa Civil, em Barra do Rio Azul, uma torre de alta tensão foi derrubada.

Não há registro de feridos. Já Santa Catarina, até o momento, registrou duas mortes em decorrência dos fenômenos. Uma delas ocorreu em Rio Negrinho. A vítima, um homem de 20 anos, foi atingido após a estrutura de um posto de combustível desabar sobre a BR-280.

A outra pessoa morreu em Xanxerê por conta de um choque elétrico após o rompimento de um cabo de alta tensão. Além dos óbitos, até a última atualização da Defesa Civil, já são 106 municípios catarinenses com registro de ocorrências, 23 com decreto de situação de emergência, 5.

358 residências afetadas, 56 pessoas desabrigadas e 252 pessoas desalojadas. Em Chapecó, medições do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registraram rajadas de vento de até 126 km/h.

Em outros municípios catarinenses, os ventos chegaram a marcas entre 90 km/h e 131 km/h. Um dos locais atingidos em Chapecó foi o aeroporto da cidade, que teve o saguão principal, estruturas internas e hangares danificados.

As operações foram suspensas temporariamente.

Especialista aponta mudanças climáticas e influência do El Niño como fatores associados à frequência e à intensidade dos eventos; mais de 100 tornados já foram registrados no país neste ano.

Diferenças entre tornados, microexplosões e ciclones.

As rajadas de vento podem alcançar os 70 km/h no litoral dos dois estados. Por outro lado, no Rio Grande do Sul, o afastamento da área de baixa pressão e a atuação de ar mais seco diminuem as instabilidades, o que permite aberturas de sol.

Ventos entre 50 km/h e 70 km/h devem atingir a costa paulista e trechos do litoral e interior fluminense.

Segundo a Defesa Civil, em Barra do Rio Azul, uma torre de alta tensão foi derrubada. Não há registro de feridos.

Em Chapecó, medições do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registraram rajadas de vento de até 126 km/h. Em outros municípios catarinenses, os ventos chegaram a marcas entre 90 km/h e 131 km/h.

Em números

  • As rajadas de vento podem alcançar os 70 km/h no litoral dos dois estados
  • Ventos entre 50 km/h e 70 km/h devem atingir a costa paulista e trec
  • 358 residências afetadas, 56 pessoas desabrigadas e 252 pessoas desalojadas
  • Edições do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registraram rajadas de vento de até 126 km/h

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