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Política

Sem citar Mendonça, Lula diz que juiz não pode vazar só o que o interessa

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta 5ª feira (10.set. 2026), que um juiz “não pode sentar em cima de um processo e ficar vazando as coisas que interessam pra ele”.

  • marcar o julgamento do pedido de investigação contra Alexandre de Moraes para 15 de setembro.
  • suspender a decisão de Mendonça que afastou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, na 3ª feira (8.set).
  • também suspender a decisão do ministro Flávio Dino, que recolocava Andrei na chefia da PF, na 4ª feira (9.set).
  • e retirar a relatoria de Alexandre de Moraes do inquérito das fake news.

Presidente afirmou que ação pode prejudicar processo eleitoral; “em vez de vazamento seletivo, que abra-se a janela”, acrescentou.

O petista se refere ao ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, relator do caso Master.

Segundo o petista, esse tipo de ação pode “prejudicar o processo eleitoral”. Declarou: “Ao invés do vazamento seletivo, de interesse de A ou B, que abra-se a janela e deixe a democracia passar”.

As afirmações foram feitas em entrevista ao jornal SBT Brasil.

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A fala se dá no contexto da crise no STF, com a revelação da relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Na entrevista, o petista também declarou que, se Moraes for culpado, “ele tem que pagar”. Declarou: “Se o Mendonça é culpado, ele tem que pagar. Se o Fachin é culpado, tem que pagar.

Todo mundo, todo mundo tem que estar à disposição de cumprir a nossa Constituição, a lei acima de tudo e a verdade soberana. É isso que eu quero”.

Desde o início da crise na Suprema Corte, o presidente tem evitado citar nominalmente os ministros envolvidos. Apesar disso, já pediu a abertura de todos os sigilos do caso Master.

Em publicação no X, afirmou que o país precisa de “explicações e medidas imediatas” diante de uma “crise institucional que tomou conta do Poder Judiciário”.

Em contraposição à crítica direcionada a Mendonça, o petista elogiou a atuação do presidente do STF, Edson Fachin.

Lula se referiu às medidas tomadas na 4ª feira (9.set) pelo presidente da Corte na tentativa de arrefecer a crise na Corte. Estão entre elas revogar a designação de Moraes para conduzir o chamado inquérito das fake news, além de suspender decisões de Mendonça e Flávio Dino, resultando na manutenção do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, no cargo.

O petista também falou sobre Andrei. O diretor da PF foi mencionado em conversas entre Moraes e Vorcaro. Lula afirmou que o chefe da corporação é de sua “total confiança”.

A crise teve início em 1º de setembro, quando o ministro André Mendonça tornou público um relatório da Polícia Federal que identificou conversas entre o fundador do Master, Daniel Vorcaro, e o ministro Alexandre de Moraes.

A apuração identificou contratos milionários com o escritório de advocacia da mulher do ministro, Viviane Barci de Moraes, e conversas sobre as investigações envolvendo fraudes no banco.

Mendonça pediu que Fachin levasse o caso ao plenário.

No mesmo dia, o procurador-geral Paulo Gonet pediu a nulidade do relatório da PF, afirmando que Mendonça teria atropelado as investigações.

Em 3 de setembro, Moraes contra-atacou ao apresentar um pedido para investigar Mendonça por “abuso de autoridade”. Usando o inquérito das fake news, Moraes cita um “relatório de inteligência” contra Mendonça para afirmar que o colega teria direcionado as investigações da PF contra “adversários”.

Poucos dias depois, na 3ª feira (8.set), Mendonça viu ilegalidades na produção do relatório de inteligência feito pela Polícia Federal e mencionado por Moraes. O relator do inquérito do Master afastou cautelarmente o chefe da PF da função.

No mesmo dia, a Advocacia Geral da União recorreu da decisão para Fachin.

Na manhã de 4ª feira (9.set), em articulação com o Palácio do Planalto, o ministro Flávio Dino, que é relator de inquérito sobre desvio de emendas para o filme “Dark Horse”, afrontou a decisão de Mendonça e reintegrou o diretor-geral na corporação.

Agora, com 3 decisões diversas, Fachin revoga as duas decisões envolvendo o afastamento de Andrei Rodrigues (na prática, mantendo o chefe da PF no cargo). Ele também retirou o ministro Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito das fake news e resolveu pautar o pedido de Mendonça para investigar Moraes.

O plenário vai julgar se abre um flanco de investigação contra Alexandre de Moraes em 15 de setembro, em sessão aberta do STF.

Na 4ª feira (9.set), o presidente do STF, Edson Fachin, deu uma resposta conjunta diante das decisões de Mendonça, Moraes e Flávio Dino na crise envolvendo possível investigação de ministros do Supremo.

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