O grupo criado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para discutir a reforma do Judiciário recebeu 87 propostas apresentadas por diversos órgãos e entidades da sociedade civil e que trazem pontos polêmicos, como adoção de mandato para ministros do STF, limitação de decisões individuais, além de novos mecanismos de controle e responsabilização.
prestigiar o julgamento colegiado, reduzindo as hipóteses de decisões individuais;estabelecer prazos para análises ;criação de mandatos para ampliar a autonomia do STF.
A maior parte das propostas apresentadas pelas entidades trata da adoção de mecanismos para tentar evitar disputas judiciais, prevenindo conflitos e evitando demandas repetitivas, privilegiando soluções consensuais.
Há ainda sugestão para melhorar e modernizar a gestão do Judiciários, além de fortalecer e privilegiar entendimentos dos tribunais.
Apesar de sugestões para um Código de Ética ou de conduta, o grupo não deve tratar dessa questão.
O presidente do Supremo, Edson Fachin, definiu a ministra Cármen Lúcia como relatora de uma proposta de código, mas o texto só deve avançar depois das eleições de outubro.
Na Corte, há quem indique que a discussão pode acabar adiada para 2027.
As propostas também demonstram forte preocupação com o uso de inteligência artificial na Justiça.
Entre os principais problemas enfrentados atualmente estão pelo Judiciário estão o excesso de recursos, regiões sem acesso à Justiça e a lentidão dos processos, como em ações previdenciárias, por exemplo.
As sugestões serão analisadas a partir de setembro por um grupo formado por 19 juristas, magistrados e acadêmicos que têm até o fim do ano para consolidar um relatório com propostas que modernizem e melhorem o sistema.
A última reforma do Judiciário ocorreu em 2004.
A Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (FDRP-USP) propõe incluir na Constituição ou em lei complementar a proibição de que a inteligência artificial substitua o juízo humano.
A Fenajufe abordou a remuneração dos magistrados. A entidade defende uma política de recomposição permanente das perdas inflacionárias, a busca de aumento real, o fortalecimento do vencimento básico e a revisão da estrutura da Gratificação de Atividade Judiciária (GAJ), “com redução das distorções e ampliação da participação do vencimento básico na remuneração”.
Sobre inteligência artificial, a federação diz que a governança deve ultrapassar a definição de padrões técnicos para aquisição e utilização de sistemas e “constituir uma política institucional permanente, baseada em transparência, participação democrática, supervisão humana, responsabilidade pública, proteção de dados e avaliação contínua dos impactos sociais e institucionais das tecnologias empregadas”.
O Instituto Brasileiro de Direito Urbanístico (IBDU) propõe a criação de um banco de dados sobre despejos e reintegrações de posse coletivas, além da proibição de decisões automatizadas que levem à remoção de famílias.
A OAB (seccionais e entidades vinculadas) propõem limitação de decisões monocráticas, a revisão das competências do STF, a promoção de diversidade de gênero e raça, a transparência remuneratória, regras de governança para inteligência artificial e o fortalecimento das prerrogativas da advocacia e do acesso à Justiça.
Em resumo, as propostas para o Poder Judiciário que abordaram o tema da inteligência artificial preveem.
Os trabalhos apresentando propõem ainda a ampliação da digitalização na Justiça, com integração de sistemas, uso de automação supervisionada e a implantação de uma “Justiça 4.
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