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Quem é Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF afastado por decisão de André Mendonça

Delegado de carreira da Polícia Federal, Andrei Rodrigues comandou a segurança da posse de Lula, assumiu a direção-geral da corporação no início do terceiro man

3 min de leitura
Quem é Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF afastado por decisão de André Mendonça

O afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Augusto Passos Rodrigues, determinado pelo ministro do STF André Mendonça nesta terça-feira (8), colocou no centro da crise entre a cúpula da corporação e integrantes do Supremo um delegado com mais de duas décadas de carreira na área de segurança pública.

Mendonça determinou o afastamento preventivo de Andrei e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa, além da abertura de procedimentos para apurar a produção de relatórios de inteligência que monitoraram autoridades.

Segundo currículo oficial divulgado pelo Ministério da Justiça, Andrei é formado em direito pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e possui pós-graduação pela Escola Superior da Magistratura Federal do Rio Grande do Sul (Esmafe).

Mendonça determina afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.

Ainda de acordo com informações do portal do governo, o então diretor-geral da PF é delegado da corporação há mais de 20 anos.

Ao longo da trajetória, exerceu o cargo de secretário extraordinário de Segurança para Grandes Eventos, função na qual foi responsável pela coordenação da segurança da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.

O currículo informa ainda que ele ocupou a função de secretário-executivo da Comunidade de Polícias da América (Ameripol), entidade voltada à cooperação policial entre países do continente.

Na decisão proferida nesta terça, Mendonça afirmou que relatórios de inteligência produzidos pela Polícia Federal monitoraram autoridades e continham análises sobre integrantes do Judiciário e do Executivo.

O ministro determinou a suspensão de qualquer produção ou compartilhamento de documentos dessa natureza voltados à atuação funcional de magistrados, da advocacia pública ou da polícia judiciária.

Segundo a decisão, os relatórios foram produzidos entre 3 e 31 de agosto deste ano e enviados ao ministro Alexandre de Moraes no âmbito do Inquérito das Fake News.

Mendonça afirmou que o material continha monitoramento de autoridades, entre elas ele próprio e o advogado-geral da União, Jorge Messias.

A pressão sobre o diretor-geral da PF vinha crescendo desde o início de setembro.

Em 2 de setembro, o Partido Novo acionou o STF pedindo medidas para preservar a independência de investigações envolvendo o comando da Polícia Federal.

No dia seguinte, a legenda solicitou a prisão preventiva de Andrei Rodrigues, alegando indícios de ligação com uma suposta rede de influência criminosa investigada pelas autoridades.

A decisão de Mendonça também menciona declaração da jornalista Monica Waldvogel, segundo a qual o próprio diretor-geral teria confirmado a existência de relatórios produzidos pela PF sobre o que a corporação considerava irregularidades na condução de provas por Mendonça.

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