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Projeto dá prioridade a agentes de segurança na restituição do IR

Texto aprovado em comissão do Senado inclui policiais, guardas portuários e agentes socioeducativos na ordem preferencial. Leia no Poder360.

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Texto aprovado em comissão do Senado inclui policiais, guardas portuários e agentes socioeducativos na ordem preferencial.

Profissionais da segurança pública poderão ter prioridade para receber a restituição do IRPF (Imposto de Renda da Pessoa Física). É o que determina o projeto de lei 458 de 2024, aprovado na 3ª feira (11.ago.

2026) pela CAE (Comissão de Assuntos Econômicos).

Se não houver recurso para votação no plenário do Senado, a proposta seguirá para análise da Câmara dos Deputados.

Do senador Jayme Campos (União Brasil-MT), o projeto teve relatório favorável do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS).

O texto muda a ordem de pagamento das restituições. A legislação já estabelece prioridade para idosos e pagadores de impostos cuja principal fonte de renda seja o magistério.

Os profissionais de segurança pública passariam a aparecer logo depois desses grupos e antes dos demais pagadores de impostos.

A regra deverá produzir efeitos a partir do exercício seguinte ao da publicação da eventual lei. De acordo com o relator, a mudança na ordem de pagamento não provoca impacto orçamentário ou financeiro para o Tesouro.

O texto aprovado especifica as categorias alcançadas. A redação abrange os profissionais de segurança pública listados na Constituição e na legislação que instituiu o Sistema Único de Segurança Pública, além dos agentes do sistema socioeducativo.

O relatório registra que uma emenda aprovada anteriormente pela CSP (Comissão de Segurança Pública), do senador Sergio Moro (PL-PR), ampliou o alcance da proposta para incluir também os guardas portuários.

Na CAE, Mourão acolheu essa emenda com um ajuste de redação.

Na justificativa do projeto, Jayme Campos cita uma pesquisa realizada em 2022 pela Secretaria Nacional de Segurança Pública e pela UnB (Universidade de Brasília), com mais de 145 mil profissionais, que mostra baixos níveis de satisfação com a vida e de realização no trabalho.

Um desses fatores é a percepção de falta de reconhecimento da sociedade. Para o senador, a prioridade na restituição é uma forma de valorização dessas categorias.

Este texto foi publicado originalmente pela Agência Senado em 11 de agosto de 2026. O conteúdo é livre para republicação, citada a fonte, e foi adaptado para o padrão do Poder360.

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