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Política

Políticos cobram fim do sigilo de caso Banco Master e INSS

Lula, Caiado e outros nomes pedem transparência em inquérito sobre escândalo financeiro após crise no STF. Leia no Poder360

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Política — imagem padrão

Políticos brasileiros se manifestaram nesta 4ª feira (9.set. 2026) pelo fim do sigilo das investigações ligadas ao Banco Master e ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), em meio à crise institucional gerada pelo afastamento e reintegração do diretor-geral da Polícia Federal em menos de 24 horas como desdobramento da crise no Supremo Tribunal Federal.

Lula, Caiado e outros nomes pedem transparência em inquérito sobre escândalo financeiro após crise no STF.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi o 1º a se pronunciar publicamente. Em publicação no X, sem citar nomes, defendeu a “quebra completa do sigilo” das investigações do caso Master e classificou o escândalo como “o maior crime financeiro da história do Brasil”.

O petista também criticou o que chamou de “vazamentos seletivos que impactam a disputa eleitoral” e citou a operação Spoofing como precedente de divulgação de investigações em andamento.

A manifestação foi a 1ª do presidente depois do ministro André Mendonça, do STF, determinar na 3ª feira (8.set) o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues da chefia da PF.

Segundo Mendonça, a corporação teria produzido relatórios de inteligência sobre sua própria atuação no Supremo e monitorado suas atividades por cerca de um mês.

O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) foi além das redes sociais e protocolou uma petição formal junto ao presidente do STF, ministro Edson Fachin. Leia a íntegra (PDF – 153kB).

No documento, ele argumenta que o sigilo sobre investigações em curso, incluindo o caso Banco Master, o INSS e outros envolvendo agentes públicos, prejudica o exercício soberano do voto.

Caiado pede ao Supremo que sejam tornadas públicas “todas as investigações relacionadas ao Banco Master, ao INSS e aos demais desdobramentos que envolvem agentes públicos”.

A primeira-dama Janja Lula da Silva entrou no debate ao compartilhar um vídeo do candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), no qual o ex-ministro da Fazenda questiona por que as investigações envolvendo o senador e candidato ao Planalto Flávio Bolsonaro (PL) no caso Master permanecem sigilosas às vésperas das eleições.

Haddad também criticou o que classificou como tratamento seletivo na divulgação das apurações. “Se é para expor, expõe tudo, sem seletividade”, declarou.

A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) também se somou ao coro por transparência. Em publicação no X, disse apoiar o pedido de Lula e desafiou Flávio Bolsonaro.

O deputado federal, Lindbergh Farias (PT-RJ) e André Janones (Rede-MG) também fizeram pedidos similares. No perfil oficial no X, o petista afirma: “Mendonça não aguentou a pressão e já começou a colocar o caso Dark Horse pra andar.

Agora é tirar o sigilo de tudo do Master e do Flávio Bolsonaro”.

Flávio Bolsonaro e o financiamento do filme.

As investigações sobre Flávio Bolsonaro no caso Master giram em torno do financiamento do documentário “Dark Horse”, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A PF investiga se parte dos recursos destinados ao filme foi utilizada para cobrir despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

Inicialmente, Flávio negou qualquer financiamento do Master e contato com Vorcaro; posteriormente, confirmou o vínculo. O senador afirmou que se reuniu com o banqueiro em São Paulo após a 1ª prisão de Vorcaro, no fim de 2025, com o objetivo de encerrar a relação.

Em novembro daquele ano, Flávio havia enviado uma mensagem a Vorcaro chamando-o de “irmão” e declarando que estaria ao seu lado “sempre”, um dia antes de o empresário ser preso pela PF, em 17 de novembro de 2025.

O estopim foi a divulgação de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Mendonça, relator de processos ligados ao caso, questionou a atuação da PF e determinou o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada.

A crise institucional levou Lula a convocar, na 3ª feira, uma reunião de emergência com o advogado-geral da União, Jorge Messias, e o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva.

Nesta 4ª feira, a AGU (Advocacia-Geral da União) apresentou recurso a Fachin para suspender a decisão de Mendonça, argumentando que os relatórios citados pelo ministro já estavam sob análise do presidente do Supremo.

Ainda nesta 4ª feira antes que Fachin se pronunciasse sobre o recurso da AGU, o ministro Flávio Dino determinou a reintegração de Andrei ao comando da Polícia Federal e de Almada à Diretoria de Inteligência.

A movimentação de Dino adicionou um novo elemento à disputa e aumentou a pressão sobre o presidente da Corte.

Esta é mais uma página do racha entre Mendonça e Moraes. A decisão do afastamento preventivo do diretor-geral respondia ao pedido de Moraes para investigar o relator do Master pelos crimes de abuso de autoridade e improbidade administrativa.

Edson Fachin, porém, retirou o pedido contra Mendonça e avocou a condução dos próximos passos para a Presidência do STF. O ministro determinou prazo de 5 dias úteis para que Mendonça, Moraes, a PGR e a PF apresentem informações sobre as alegações.

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