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Política

Polícia vai investigar vídeo em que homem negro aparece acorrentado em ato de apoio a Flávio Bolsonaro

Cena foi registrada pelo jornalista francês Raphaël Bernard neste sábado (24), na Barra da Tijuca. Homens que participaram da cena dizem que atitude foi uma sát

3 min de leitura
Polícia vai investigar vídeo em que homem negro aparece acorrentado em ato de apoio a Flávio Bolsonaro

A Polícia Civil do Rio vai investigar o vídeo em que um homem negro aparece sendo conduzido por uma corrente por um manifestante branco durante o ato de apoio ao senador Flávio Bolsonaro.

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A informação foi confirmada pela corporação nesta segunda-feira (26).

A filmagem foi feita na tarde de sábado (24), na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio de Janeiro, em um ato relacionado às eleições. Flávio era candidato à Presidência da República, mas Lula (PT) foi reeleito.

A Polícia Civil disse que "o caso foi registrado na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi). Diligências estão em andamento para apurar as circunstâncias dos fatos.

Ministério da Igualdade Racial pede investigação sobre homem negro acorrentado em ato pró-Flávio Bolsonaro.

O Ministério da Igualdade Racial pediu ao Ministério da Justiça e à Procuradoria Regional Eleitoral do Rio que investiguem um possível crime de racismo.

As imagens foram feitas pelo jornalista Raphaël Bernard e publicadas pela revista Fórum. No vídeo de Raphaël, o homem negro aparece com adesivos e inscrições relacionados ao Partido dos Trabalhadores (PT) e segura um tridente.

A poucos metros dele, atrás, o outro manifestante branco segura a corrente e grita ofensas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A primeira reação que eu tive foi de choque grande, porque a situação de um homem branco segurando um homem preto em correntes é muito explícita, né? Não tem contexto que possa justificar ou amenizar esse tipo de situação", justificou o jornalista.

O homem identificado como Carlos Martins, que aparece segurando uma corrente ligada a um homem negro durante o ato, afirmou que a cena foi uma sátira política e negou que tenha tido intenção racista.

A intenção era simplesmente uma sátira. Eu posto nas minhas redes sociais há muitos anos, chamando o Lula de Satanás e capiroto. É uma característica que não é a primeira vez, e a gente quis mostrar aqui que o Lula era o Satanás caracterizado, e que o Bolsonaro, que para a gente está numa prisão injusta, estava prendendo o Lula", justificou Carlos Martins em um vídeo publicado nas redes sociais.

Não passou de uma simples sátira, nenhuma intenção racista de nada", justificou Carlos Martins em um vídeo publicado nas redes sociais", acrescentou.

Homem que aparece carregando homem negro acorrentado diz que cena foi 'sátira política.

Carlos também pediu desculpas aos brasileiros que se sentiram ofendidos.

Eu, há pouco tempo, publiquei que eu sempre fui contra o racismo. Eu falei até que o Lula era racista, que ele tinha chamado o negro de desdentado, que eu não pactuo com isso.

A gente quer pedir desculpa a todos os cidadãos brasileiros que se sentiram ofendidos por isso. Não estamos aqui para desrespeitar qualquer ser humano brasileiro.

A TV Globo apurou que o Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) analisa as imagens para definir quais medidas serão tomadas.

O repórter Luís Adorno, do UOL, registrou outro momento da cena, em que o homem negro aparecia com uma máscara. O ato ocorreu na véspera do 2º turno das eleições presidenciais, que ocorre neste domingo (25).

Flávio Bolsonaro esteve acompanhado de aliados políticos, entre eles o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o governador eleito do Rio, Douglas Ruas (PL).

Choque", diz jornalista que registrou homem branco conduzindo preto com corrente em ato.

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