O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou nesta 6ª feira (23.out. 2026) que o governo não tem uma estimativa do impacto fiscal do perdão de dívidas anunciado para empresas do setor de eventos enquadradas no Simples Nacional.
Ministro diz que proposta anunciada às vésperas do 2º turno ainda é medida de campanha, sem estruturação pelo governo.
A proposta foi apresentada pelo ministro do Turismo às vésperas do 2º turno das eleições presidenciais.
A ausência de estimativa para a nova iniciativa dificulta a avaliação do custo total das medidas anunciadas em ano eleitoral.
O ministro disse que a revisão de benefícios tributários foi uma das principais medidas de ajuste fiscal adotadas pelo governo Lula, incluindo mudanças na desoneração da folha de pagamentos e na tributação de recursos mantidos no exterior.
Durigan também defendeu a continuidade do ajuste das contas públicas a partir de 2027, com redução gradual de despesas obrigatórias.
Segundo ele, o governo pretende ampliar os resultados fiscais positivos nos próximos anos, mas não será possível resolver o problema do endividamento público imediatamente.
O ministro não detalhou quais despesas obrigatórias poderão ser reduzidas nem apresentou um cronograma para os cortes.
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