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Política

Mercado vê maior chance do BC cortar juros, mas maioria não concorda

Dados do Questionário Pré-Copom mostram que 48% dos entrevistados apontaram que o Copom vai reduzir novamente a Selic em 0,25 ponto em setembro, trazendo a taxa

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O mercado vê maior chance do BC (Banco Central) repetir o corte de 0,25 ponto nos juros na reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) em setembro, apesar de não concordar com a decisão.

É o que mostra o QPC (Questionário Pré-Copom), uma lista de perguntas que a autoridade monetária distribui a cerca de 120 agentes do mercado antes das reuniões que decidem os próximos rumos dos juros.

Segundo os números publicados nesta quarta-feira (12), referentes à decisão da semana passada, 48% dos entrevistados apontaram que o BC vai reduzir novamente a Selic em 0,25 ponto, trazendo a taxa básica para 13,75% ao ano.

Ao mesmo tempo, 38% afirmam que essa é a decisão que o BC deveria tomar. Por outro lado, a maioria - 53% - aponta que o colegiado vai manter os juros no atual patamar de 14%, e 59% disseram que essa é a decisão que deveria ser tomada.

Em junho, o QPC mostrava que 28% afirmavam que os juros seriam derrubados em setembro, com 31% apontando que essa era a decisão correta. A possibilidade de manter os juros era citada por 72%, enquanto 64% afirmaram que essa era a medida certa.

No comunicado que acompanhou o corte de 0,25 ponto na última semana, o BC "deixou a porta aberta" para eventual continuidade da distensão dos juros. Para analistas, o recado deixou sinalizado que uma possível nova redução está condicionada à luz de novos dados.

A começar por esta semana, os números não mostram muito conforto para afrouxamento. O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de julho veio acima do esperado, segundo dados do IPCA apresentados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na véspera.

No mês, o indicador oficial da inflação mostrou alta de 0,07%, enquanto o mercado projetava algo mais próximo de 0%. Apesar de ser o menor patamar para julho em quatro anos e o acumulado em 12 meses voltar para baixo do teto da meta, a sinalização de que a inflação está pressionada segue no radar do mercado.

E essa percepção também se mostra no QPC. Questionados sobre o viés da inflação, a maioria dos agentes - 51% - vê mais indícios para alta do que para baixa em 2027 - período que já abrange o horizonte relevante perseguido pela autoridade monetária.

https://stories.cnnbrasil.com.br/economia/petroleo-ainda-e-termometro-da-economia-entenda-influencia/.

Dados do Questionário Pré-Copom mostram que 48% dos entrevistados apontaram que o Copom vai reduzir novamente a Selic em 0,25 ponto em setembro, trazendo a taxa básica para 13,75% ao ano.

Fontes

Informação baseada em material público de CNN Brasil, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

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