Manifestantes se reuniram nesta 6ª feira (23.out. 2026), na frente do Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília, para protestar contra o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
Com cartazes manifestantes cobraram que Flávio divulgue informações sigilosas e citaram o caso da menina Ana Clara, morta aos 5 anos em Niterói.
Nos cartazes, o público pediu que Flávio divulgue suas informações sigilosas e mencionou também o caso da menina Ana Clara, solicitando que o TSE não o censure.
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Flávio aceitou um desafio proposto pelo presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no domingo (18.out), durante um debate presidencial na Band, para ambos abrirem seus sigilos fiscal, bancário e telemático e de seus familiares.
No entanto, o senador afirmou que revelaria seus dados só depois que Lula o fizesse. Nenhum dos 2 tomou a iniciativa de revelar até agora. A campanha de Lula, contudo, declarou nesta 6ª feira (23.out) que entregou ao TSE documentos sobre o cartão corporativo da Presidência, a agenda da primeira-dama, Janja Lula da Silva, os compromissos do presidente e os voos da FAB (Força Aérea Brasileira).
O caso se refere à morte da menina Ana Clara Machado, de 5 anos, durante uma ação de rotina da Polícia Militar na comunidade Monan Pequeno, em Niterói (RJ), em 2 de fevereiro de 2021.
A menina foi atingida por um disparo de fuzil do policial Bruno Dias Delaroli enquanto ela estava na porta de casa, de acordo com denúncia do MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro).
Em 2024, Flávio, que também é advogado, passou a integrar a equipe de defesa de Delaroli e chegou a protocolar recursos em tribunais superiores, incluindo o Superior Tribunal de Justiça, na tentativa de evitar que o PM fosse submetido a um júri popular.
O recurso foi negado pelo STJ, mantendo a determinação do julgamento por jurados, embora o andamento dos trâmites de defesa tenha adiado a fixação de uma data final.
Outros cartazes de protestantes citaram também o presidente do TSE e membro do Supremo Tribunal Federal, o ministro Kassio Nunes Marques. Indicado por Jair Bolsonaro (PL) em 2026, Nunes Marques foi associado ao caso do Banco Master como uma das autoridades que participaram de festas bancadas por Daniel Vorcaro.
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