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Política

Lula diz confiar em Lulinha, mas afirma que não pedirá encerramento de investigação contra filho

Presidente evitou comentar mérito de apurações em andamento, defendeu conclusão rápida dos processos e disse que filho deve enfrentar investigação como ele próp

3 min de leitura
Lula diz confiar em Lulinha, mas afirma que não pedirá encerramento de investigação contra filho

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (14) que acredita nas declarações do filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, sobre investigação que o envolve e disse que não pretende pedir o encerramento do caso.

O filho do presidente é alvo de ao menos três inquéritos autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a partir de pedidos da Polícia Federal (entenda mais abaixo).

Segundo o presidente, o processo deve seguir seu curso normal na Justiça.

Ele jura que não tem nada. Eu acredito nele. Mas já disse: ninguém vai pedir fechamento de processo do meu filho", declarou.

A declaração foi dada durante entrevista aos podcasts "Não Inviabilize" e "As Cunhãs", no Palácio da Alvorada.

Dino autoriza terceiro inquérito contra Lulinha.

Ao ser questionado sobre investigações em andamento, Lula afirmou que é delicado para um presidente da República emitir opiniões sobre casos sob análise da Justiça.

É muito difícil um presidente dar parecer, muito delicado. Isso pode não ser bom para um presidente, chefe do país", disse.

O presidente também fez referência às investigações das quais foi alvo e à prisão decorrente da Operação Lava Jato, posteriormente anulada pela Justiça.

Quero que ele faça como eu fiz. Fiquei preso e saí mais erguido.

Segundo Lula, apenas o próprio Lulinha sabe o que ocorreu no caso investigado.

Só ele sabe a verdade. Se não fez, como jura, brigue. Se é culpado, contrate advogado. Eu estou muito tranquilo", afirmou.

Na entrevista, Lula também comentou a investigação relacionada ao Banco Master e afirmou que sempre defendeu a punição de eventuais responsáveis por irregularidades.

Quem tiver errado que pague o preço", reforçou o presidente, como já disse em outras ocasiões.

Ele afirmou ainda que espera uma conclusão rápida dos processos em andamento. "E que a Justiça saia da morosidade e entregue logo", declarou.

Ao abordar as investigações sobre descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Lula afirmou que a própria administração federal detectou as irregularidades e comunicou os órgãos responsáveis.

O presidente enfatizou que o governo já havia adotado medidas como prisões, devolução de recursos e punição de entidades investigadas antes do avanço da pressão política sobre o caso.

🔎A operação é a Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU). Ela investiga um esquema nacional de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS, por meio de cobranças feitas por associações e entidades sem autorização dos beneficiários.

O primeiro inquérito apura suspeitas de tráfico de influência e corrupção em negociações envolvendo o Ministério da Saúde.

Um segundo investiga um suposto favorecimento a empresários na Dataprev.

Já o terceiro busca apurar a atuação de um grupo que teria mantido negócios ilícitos em áreas do governo federal.

As investigações foram autorizadas pelos ministros André Mendonça e Flávio Dino, do STF.

Esta reportagem está em atualização.

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