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Política

Governo do DF reforça policiamento e prepara drones para sessão de terça no STF

Estão previstos mais agentes, uso de drones e monitoramento por câmeras

3 min de leitura
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A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal prepara um reforço no policiamento na Praça dos Três Poderes para a sessão prevista para terça-feira (15) no STF (Supremo Tribunal Federal).

Entre as medidas estão o aumento do número de agentes de segurança, o uso de drones, o monitoramento por câmeras e a possibilidade de bloqueios caso sejam identificadas manifestações na região.

Na data, a corte se reúne para decidir sobre o relatório da PF (Polícia Federal) que aponta o ministro Alexandre de Moraes como um dos interlocutores do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Segundo o secretário de Segurança Pública do DF, Alexandre Rabelo Patury, a célula de inteligência da segurança pública já foi ativada para acompanhar a movimentação e avaliar possíveis cenários de risco.

Uma reunião está prevista com membros do STF na segunda-feira (14) para definir os detalhes da operação.

Todas as câmeras do DF360 (programa que integra câmeras públicas e particulares) estão ativas. Estamos avaliando cenários. Se for mapeada alguma manifestação, estudaremos eventuais pontos de bloqueio", disse.

O planejamento também prevê o uso de drones a partir da noite de segunda-feira, véspera da sessão, e durante a manhã de terça. Os equipamentos deverão auxiliar no monitoramento da movimentação de pessoas e veículos nas proximidades da Praça dos Três Poderes.

Se não houver manifestações, a tendência é concentrar o esquema no reforço do policiamento ostensivo no perímetro da Praça dos Três Poderes e nas proximidades do anexo do STF (Supremo Tribunal Federal).

O desenho definitivo da operação será fechado após a reunião de segunda, com base nas informações de inteligência reunidas até lá.

O ministro Gilmar Mendes, decano do STF, chegou a pedir ao presidente da corte, ministro Edson Fachin, que o julgamento marcado para a próxima terça (15) fosse adiado.

Além disso, solicitou que o relatório da PF relacionado ao ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo, fosse incluído no debate na mesma sessão.

Gilmar sugeriu também que o julgamento comece pelas questões preliminares, ou seja, que antecedem o assunto principal. Entre elas, ele cita o pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) para que o relatório sobre os diálogos entre Moraes e Vorcaro seja anulado.

Neste sábado (12), no entanto, Fachin negou o pedido de Gilmar para julgar Moraes e Mendonça juntos. O presidente da corte decidiu manter na pauta de terça-feira apenas o julgamento da investigação contra a atuação de Moraes e sua relação com Vorcaro.

A análise do caso de Mendonça foi marcada para a semana seguinte, no dia 23.

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