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Política

Fora das câmeras, Fachin e Dino se abraçam e Mendonça sai por último

4 min de leitura
Fora das câmeras, Fachin e Dino se abraçam e Mendonça sai por último

Com a interrupção do julgamento desta 3ª feira (15.set. 2026) para intervalo, os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) deixaram o plenário e seguiram para a sala de togas.

  • Mendonça teria determinado diligências contra pessoas específicas sem pedido do Ministério Público ou iniciativa da PF.
  • uma investigação contra um ministro do Supremo dependeria de autorização do plenário da Corte e deveria ser encaminhada à Presidência do Tribunal.

Depois de embate ao vivo, ministro conversam entre si durante a saída; Mendonça e Dino conversam isoladamente.

No trajeto, conversaram e riram entre si. Os ministros Flávio Dino e Edson Fachin também se abraçaram depois do embate envolvendo questões de ordem e a condução do caso Moraes-Vorcaro.

Os ministros deixaram o plenário em grupos. Primeiro, saíram Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, que estavam mais próximos da saída. Enquanto isso, André Mendonça e Dino conversavam.

O relator do caso Master demonstrava contrariedade às falas de Gilmar Mendes sobre a condução do inquérito.

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Ao longo da sessão, os ministros balançaram a cabeça em sinal de apoio ou irritação às falas transmitidas ao vivo. Durante a questão de ordem levantada pelo decano do Supremo, Mendonça e Luiz Fux balançaram a cabeça em sinal de negativa.

Quando Fachin encerrou a sessão, Moraes falou rapidamente com Toffoli e depois ficou mais próximo de Gilmar Mendes. Após conversar com Mendonça, Dino foi até o presidente do tribunal e lhe deu um abraço.

Depois do embate entre os 2, os ministros conversaram e riram no curto trajeto do plenário até a sala reservada para o café. Cármen Lúcia estava entre eles. Fux e Mendonça deixaram o plenário por último, em fila indiana.

A plateia era composta, em sua maioria, por assessores dos gabinetes dos ministros e jornalistas. Eles não puderam utilizar celulares ou notebooks durante a sessão.

Havia autorização para que ministros aposentados estivessem presentes na fileira de honra. Nenhum dos magistrados que integraram a Corte em outras formações, porém, compareceu.

Na 1ª fileira, diante dos ministros, estava o presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), seção nacional.

Em um ineditismo na história do Supremo, os ministros iniciaram na manhã desta 3ª (15.set. 2026) o julgamento sobre o relatório da Polícia Federal que indica uma relação de um integrante da Corte, o ministro Alexandre de Moraes, com Daniel Vorcaro, investigado como líder da maior fraude ao Sistema Financeiro Nacional.

O caso teve início em 1º de setembro, quando o relator das investigações, ministro André Mendonça, tornou público um relatório que identifica uma interlocução entre Vorcaro e Moraes.

O documento afirma que Vorcaro pediu uma interferência do magistrado nas investigações antes de sua prisão, em 17 de novembro de 2025.

O relatório indicou contratos milionários entre o Banco Master e o escritório de advocacia da mulher do ministro, Viviane Barci de Moraes.

Antes que fosse autorizado o andamento das investigações, o ministro André Mendonça remeteu o caso ao plenário do STF. Agora, os ministros analisam se a PF poderá ou não prosseguir com as apurações.

Em manifestação em 1º de setembro, a Procuradoria Geral da República afirmou que o procedimento da PF foi inválido por duas razões.

Por sua atuação no inquérito, Mendonça é alvo de pedido do ministro Alexandre de Moraes para investigá-lo por abuso de autoridade e improbidade administrativa. O procedimento foi instaurado inicialmente no inquérito das fake news, mas o presidente do Tribunal, ministro Edson Fachin, avocou a relatoria do caso.

O contra-ataque processual de Moraes se baseia em um relatório de inteligência da PF contra Mendonça. O documento interno e sem valor probatório indica que o ministro teria direcionado as investigações do Master contra Moraes.

A validade do documento culminou em uma guerra de liminares para afastar o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Por decisão de Fachin, Rodrigues se mantém na chefia da corporação até que haja uma análise mais aprofundada sobre o tema.

O presidente do STF também marcou o julgamento separado do caso para 23 de setembro.

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