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Política

Flávio se esquiva de “Dark Horse” e cobra “follow the money” de Lulinha

Candidato havia prometido divulgar prestação de contas do filme até 18 de junho, mas questionou gastos do filho de Lula na Espanha. Leia no Poder360.

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Candidato havia prometido divulgar prestação de contas do filme até 18 de junho, mas questionou gastos do filho de Lula na Espanha.

Durante evento na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), em São Paulo, Flávio disse que não houve “recuo” na prestação de contas e afirmou que as informações estão disponíveis no “Google”, incluindo os valores gastos pela produtora.

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Flávio havia prometido em maio que a produtora apresentaria, em até 30 dias, os gastos da produção. O prazo terminou em 18 de junho. Na ocasião, ele disse que a prestação de contas seria divulgada pela produtora Go UP Entertainment.

Apesar da fala do senador, o ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino autorizou, nesta 2ª feira, o compartilhamento com a Polícia Federal dos dados coletados em operação da Polícia Civil de São Paulo contra a produtora do filme.

Investigadores apuram se emendas parlamentares foram usadas para financiar o longa.

Na sequência, o candidato direcionou as cobranças ao filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Flávio questionou onde ele está morando e quem paga suas despesas na Espanha.

Lulinha é alvo de investigações da Polícia Federal por suspeitas de tráfico de influência e de articulações com a lobista Roberta Luchsinger, ligada às investigações sobre o “Careca do INSS”.

O filho do presidente vive na capital espanhola e mora no mesmo bairro dos jogadores brasileiros Vinicius Júnior e Rodrygo, do Real Madrid.

Em entrevista à Record, exibida no domingo (23.ago), Lula disse que o filho deve explicar suspeitas e que não interferirá em investigação.

A transação dos recursos de Vorcaro ao filme foi viabilizada por meio do Entre Investimentos e Participações, com transferências ao fundo Havengate Development Fund LP, com sede no Texas (EUA).

O fundo teria como um dos agentes Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro (PL), irmão mais novo de Flávio.

O caso também levantou questionamentos sobre a movimentação dos recursos entre Brasil e Estados Unidos e chegou ao Supremo Tribunal Federal. Além da investigação de Dino, Edson Fachin encaminhou a André Mendonça a notícia-crime que pede a investigação de Flávio, Eduardo Bolsonaro e Jair Bolsonaro sobre a origem e o destino dos valores usados na produção.

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