A campanha a presidente do senador Flávio Bolsonaro (PL) conta com campeões de votos eleitos neste domingo (4) para impulsioná-lo no segundo turno contra o presidente Lula (PT), além de um novo giro pela região Sudeste nas próximas três semanas.
Um dos pontos de preocupação é Minas Gerais, onde está o segundo maior colégio eleitoral do país. Aliados de Flávio esperam que a participação de Cleitinho (Republicanos), eleito neste domingo em primeiro turno, e do deputado federal Nikolas Ferreira (PL) amplie a votação no estado.
Em Minas, a equipe de campanha reconhece que é preciso crescer em outras frentes.
No primeiro turno, o PL lançou o empresário Flávio Roscoe ao Governo de Minas Gerais após semanas de negociações frustradas com Cleitinho. Apesar disso, o partido dá como certa a entrada de Cleitinho na campanha de Flávio neste segundo turno.
Por mais que Cleitinho não seja o maior entusiasta de Flávio, correligionários do presidenciável afirmam que a situação de Minas reflete o quadro geral do país, com uma disputa polarizada entre bolsonarismo e petismo.
A campanha também quer aproveitar a popularidade do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), reeleito em primeiro turno contra Fernando Haddad (PT), para ampliar a votação em outros estados, como o Paraná.
O mesmo vale para Nikolas, reeleito deputado federal com a maior votação de Minas. No primeiro turno, o parlamentar foi a dois estados do Norte, Amapá e Rondônia, para mobilizar o eleitorado pelo impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).
A equipe de Flávio ainda vai se debruçar sobre os números da votação deste domingo para definir a agenda. Na primeira etapa da disputa, os estados mais visitados foram justamente Rio de Janeiro, São Paulo e Minas.
Agora, estrategistas dizem ser preciso analisar o mapa no detalhe para entender quais e quantas viagens ao Rio, reduto eleitoral do clã Bolsonaro, ainda valem a pena.
Outro estado citado é Goiás. A avaliação de correligionários é a de que Flávio tem margem para crescer com a derrota do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), que fez menos votos também do que Augusto Cury (Avante).
A partir desta segunda-feira (5), a campanha quer que os eleitos no primeiro turno se dediquem integralmente à disputa para presidente para aumentar o número de cabos eleitorais espalhados pelo país, multiplicando sua capacidade de fazer campanha.
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