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Política

Fachin se reúne com Messias e ministro da Justiça após Mendonça afastar chefe da PF

Presidente do STF avalia tirar do colega a relatoria dos casos Master e INSS e assumir o controle da investigação

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O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, se reuniu tarde desta terça-feira (8) com o ministro da Justiça Wellington Lima e Silva e o advogado-geral da União Jorge Messias.

O encontro ocorre horas após o ministro André Mendonça determinar o afastamento de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da PF (Polícia Federal).

A reunião teve início às 14h30 e durou cerca de uma hora. O encontro ocorreu na sede do STF, em Brasília. O compromisso consta na agenda oficial de Fachin.

Essa já é a segunda rodada de conversas das quais o ministro da Justiça participa desde a decisão de Mendonça. Wellington Lima e Silva também se encontrou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, para uma reunião de emergência sobre a situação de Andrei.

A avaliação do Palácio do Planalto é de que a decisão de Mendonça arrastou o governo para a crise institucional do STF.

Relator do caso sobre o Banco Master na corte, o magistrado argumentou que o motivo para afastar o diretor-geral de Lula da PF foi a produção de um relatório interno da corporação.

O documento foi usado pelo ministro Alexandre de Moraes, também do STF, para pedir uma investigação contra Mendonça por abuso de autoridade na condução da investigação sobre o Master.

Na última semana, Mendonça divulgou mensagens obtidas pelo celular do empresário Daniel Vorcaro, dono do Master, que detalhavam o seu relacionamento com Moraes.

As conversas agravaram a crise de imagem do tribunal.

O afastamento de Andrei ocorreu de forma monocrática, ou seja, por meio de decisão individual. Logo em seguida, a Segunda Turma do STF formou maioria para referendar a ordem de Mendonça e manter a decisão.

Contudo, o julgamento foi suspenso por pedido de vista do decano da corte, ministro Gilmar Mendes.

Como mostrou a Folha, Fachin avalia tirar de Mendonça a relatoria do caso Master e assumir a investigação em uma tentativa de conter a crise dentro do tribunal.

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