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Política

Fachin diz que Justiça não faltará à “legalidade constitucional”

Presidente do STF faz declaração em meio à crise entre Moraes e Mendonça sobre o caso Master. Leia no Poder360.

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O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, afirmou nesta 3ª feira (8.set. 2026) que a Justiça brasileira seguirá submetida aos princípios estabelecidos pela Constituição.

  • Decisão de Mendonça – o ministro André Mendonça, do STF, determinou nesta 3ª feira (8.set.2026) o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal.
  • Motivação – Mendonça afirmou haver indícios de que a PF produziu relatórios paralelos sobre sua atuação no caso Banco Master, prática que classificou como “arapongagem institucional”.
  • Moraes sabia – segundo Mendonça, Alexandre de Moraes tinha conhecimento prévio dos relatórios que depois foram usados para incluí-lo no inquérito das fake news.
  • Maioria no STF – a 2ª Turma já formou maioria para manter o afastamento. Mendonça, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques votaram pela medida.
  • Gilmar suspende julgamento – Gilmar Mendes pediu vista e interrompeu a análise. O afastamento continua valendo enquanto o julgamento não é retomado.
  • PF contesta – a corporação sustenta que sua atuação foi técnica e regular. O diretor-executivo William Marcel Murad saiu em defesa de Andrei e disse que a PF não se deixará abalar por “ataques”.
  • Cúpula da PF reage – os 11 diretores da corporação colocaram os cargos à disposição do diretor-geral interino, William Marcel Murad, em apoio a Andrei e Almada. Classificaram as acusações como “ataques injustificados”.
  • AGU vai recorrer – a Advocacia Geral da União anunciou que recorrerá da decisão. O governo sustenta que Mendonça interferiu em uma atribuição do presidente da República.
  • AGU vai recorrer – a Advocacia Geral da União prepara recurso contra o afastamento. O principal argumento é que a nomeação e a exoneração do diretor-geral da PF são atribuições do presidente da República.
  • Impasse jurídico – a lei estabelece que o diretor-geral da PF é nomeado pelo presidente, mas não diz expressamente que só o chefe do Executivo pode determinar seu afastamento preventivo.
  • Caso está no STF – a decisão de Mendonça abriu uma nova frente na crise envolvendo integrantes da Corte e a cúpula da PF.
  • Planalto tenta conter crise – Palácio do Planalto, políticos aliados de Lula e uma ala do Supremo Tribunal Federal estão colocando em prática um acordo para preservar ao máximo o ministro Alexandre de Moraes, vice-presidente da Corte, de ser investigado sobre as suspeitas que pesam contra ele a respeito de possível relacionamento impróprio e ilegal com o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro.
  • 2ª Turma do STF já tem maioria para afastar Andrei Rodrigues da PF.
  • Mendonça afasta Andrei Rodrigues do comando da PF.
  • Leia a íntegra da decisão que afasta Andrei Rodrigues do comando da PF.
  • PF monitorou André Mendonça de forma ilegal durante quase 1 mês.
  • Mendonça diz que relatórios da PF configuram “arapongagem institucional”.
  • Mendonça diz que inteligência da PF monitorou ele e Jorge Messias.
  • Mendonça compara monitoramento da PF a “1984”, de George Orwell.
  • Mendonça diz que relatório da PF prejudicou investigação sobre Rueda e ACM.
  • Gilmar, adversário de Mendonça, pede vista no julgamento sobre afastar diretor da PF.
  • AGU deve recorrer ao STF contra decisão que afastou Andrei da PF.
  • Afastamento do diretor da PF é “intromissão”, diz José Guimarães.
  • Candidatos à Presidência elogiam Mendonça por afastar Andrei da PF.
  • Namorada de Andrei fez lobby para Ambipar, alvo da PF na Compliance Zero.
  • Reafirmo nossa total confiança a Andrei Rodrigues, diz diretor da PF.
  • Mendonça soube que PF vasculhava sua vida e mudou hábitos.
  • Mendonça cita Cármen Lúcia duas vezes em decisão que afastou Andrei da PF.
  • Diretores da PF colocam cargos à disposição após afastamento de Andrei.
  • Entenda o que motivou Mendonça a afastar Andrei Rodrigues da PF.
  • Carlos Viana pede prisão de Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF.
  • Leandro Almada, afastado da PF, atuou no caso Marielle.

Presidente do STF faz declaração em meio à crise entre Moraes e Mendonça sobre o caso Master.

A declaração foi feita durante um evento do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), órgão também presidido pelo ministro.

Fachin não citou nominalmente os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, que protagonizam uma disputa relacionada aos desdobramentos das investigações sobre o banco Master.

O presidente do STF, porém, disse estar convencido de que o Judiciário tem condições de responder aos desafios enfrentados atualmente.

A declaração se dá durante a escalada da crise no Supremo provocada pelos desdobramentos da investigação que envolve o fundador do banco Master, Daniel Vorcaro.

Nesta 3ª (8.set. 2026), Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O ministro afirmou ter sido monitorado pela corporação e questionou o envio posterior de relatórios de inteligência da PF a Moraes.

A AGU (Advocacia-Geral da União) pediu nesta 3ª feira (8.set. 2026) ao Edson Fachin a suspensão do afastamento cautelar.

O conflito entre os ministros se intensificou depois que Mendonça retirou o sigilo de uma ação relacionada à investigação sobre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes, com informações extraídas do celular do banqueiro.

O documento reúne mensagens, registros de chamadas, arquivos e outros dados encontrados no aparelho de Vorcaro. O conteúdo passou a integrar o conjunto de informações analisadas nas investigações relacionadas ao caso Master.

Depois, Moraes pediu que Mendonça fosse investigado no inquérito das fake news. O ministro apontou possíveis práticas de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade.

Moraes sustenta que a atuação de Mendonça teria direcionado investigações contra ministros do Supremo, além de ter avançado sobre atribuições da Polícia Federal.

Mendonça contestou um relatório de inteligência encaminhado por Moraes. O documento usado pelo ministro para pedir a investigação foi posteriormente descrito como um relatório sem valor probatório.

Com o agravamento do impasse, Fachin passou a centralizar a condução institucional dos desdobramentos. O presidente do STF retirou de Moraes o pedido de investigação contra Mendonça do inquérito das fake news e determinou que o caso fosse incluído no mesmo procedimento aberto sobre o relatório da PF relacionado a Moraes e Vorcaro.

Também pediu esclarecimentos a Moraes, Mendonça, ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.

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