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Corumbá - MS | Sexta-feira, 6 de novembro de 2026 | 14:56

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Política

Debate sobre maioridade é relevante e exige “todo cuidado”, diz ministro

PEC da Segurança Pública foi aprovada no Senado sem emenda que tratava da redução da maioridade penal; ministro afirma que presidente discutirá o assunto com li

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O ministro da Justiça, Wellington César, afirmou à CNN nesta sexta-feira (6) que o debate sobre maioridade penal é relevante e exige "todo o cuidado". Segundo ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) detalhará o encaminhamento acerca do tema com as lideranças no Congresso.

  • Estamos estudando cenários para novo Ministério da Segurança, diz ministro.
  • Lula diz que discutirá criação do Ministério da Segurança nesta sexta.
  • Técnicos e políticos são cotados para Ministério da Segurança Pública.

Qualquer debate sobre esse tema precisa ser conduzido com todo o cuidado, de modo que, independentemente das decisões especificas, haja um tratamento adequado à punição e responsabilização das crianças e adolescentes [infratores]", declarou.

Uma proposta de redução da maioridade está em análise em uma comissão especial da Câmara dos Deputados. "Eu tenho certeza que o Congresso, do modo que decidir, encaminhará as soluções que instrumentalizem a coerência da decisão dele e o Poder Executivo estará mobilizado para dar máxima efetividade para aquilo que for decidido pelo Congresso", disse Wellington César.

Nesta semana, o plenário do Senado aprovou a PEC da Segurança Pública na terça-feira (3) sem a emenda que reduzia para 16 anos a maioridade penal. Foram 73 votos a favor e nenhum voto contra na primeira etapa de votação e 75 votos a favor contra nenhum contra na segunda fase.

Agora, o texto vai à promulgação. A votação ocorreu depois de um impasse entre governo e oposição sobre a redução da maioridade, que levou o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), a retirar a PEC da pauta em 15 de outubro.

O tema não estava no texto aprovado pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e surgiu por meio de emendas apresentadas no plenário. Na sessão de terça, os senadores rejeitaram a inclusão da redução da maioridade penal de 18 para 16 anos na PEC da Segurança.

O relator da proposta, senador Rogério Carvalho (PT-SE), pediu que as emendas fossem discutidas em outra proposta. Para isso, foi colocado em votação no plenário um requerimento e transformadas as emendas em PECs autônomas, que serão enviadas à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).

O placar foi de 38 votos a favor da tramitação paralela e 36 contra. A emenda do senador Rogério Marinho (PL-RN) previa a redução de 18 para 14 anos em casos de crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas e terrorismo e 16 para delitos em geral.

A do líder do PT, Camilo Santana (CE), era um pouco mais branda: reduzia para 16 anos só em crimes hediondos. O que prevê a PEC da Segurança A PEC da Segurança prevê mecanismos de integração entre União, estados, Distrito Federal e municípios, incluindo forças-tarefa conjuntas, compartilhamento de informações e provas e operação integrada de sistemas.

O texto também amplia as atribuições da PRF (Polícia Rodoviária Federal), que poderá atuar no policiamento de ferrovias e hidrovias federais. A PEC prevê regras mais rigorosas para líderes e integrantes de facções criminosas, organizações paramilitares e milícias, com medidas relacionadas à posição hierárquica dos envolvidos.

Susp Entre as medidas previstas estão regras específicas para o cumprimento de penas, restrições à progressão de regime e a benefícios processuais, possibilidade de confisco de bens ligados à atividade criminosa e responsabilização de pessoas jurídicas envolvidas.

O texto também prevê proteção a denunciantes e familiares. A proposta inclui ainda direitos das vítimas na Constituição, como proteção, informação, assistência, acesso à Justiça e participação no processo penal, com atenção especial às mulheres.

A proposta também inclui na Constituição o Susp (Sistema Único de Segurança Pública), já previsto em lei para integrar todas as entidades responsáveis pela segurança pública.

https://www.youtube.com/watch?v=cq-93ciKLLU.

PEC da Segurança Pública foi aprovada no Senado sem emenda que tratava da redução da maioridade penal; ministro afirma que presidente discutirá o assunto com lideranças no Congresso.

CompartilharAdicionar CNN Brasil aoMinistro da Justiça, Wellington César • CNN O ministro da Justiça, Wellington César, afirmou à CNN nesta sexta-feira (6) que o debate sobre maioridade penal é relevante e exige "todo o cuidado.

Na sessão de terça, os senadores rejeitaram a inclusão da redução da maioridade penal de 18 para 16 anos na PEC da Segurança. O relator da proposta, senador Rogério Carvalho (PT-SE), pediu que as emendas fossem discutidas em outra proposta.

No mesmo dia da aprovação da PEC da Segurança no Senado, Davi Alcolumbre mencionou a líderes o compromisso firmado com Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados, e afirmou que, caso a proposta para redução da maioridade penal avance na Câmara, será pautada no Senado no dia seguinte.

Na Casa Baixa, uma comissão especial já analisa o assunto, sob a relatoria de Mendonça Filho (PL-PE), que pretende apresentar seu parecer ainda neste mês.

A Casa trabalha para aprovar, até a primeira semana de dezembro, a proposta que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos.

Para cumprir o prazo, a Comissão Especial terá duas reuniões semanais e completará as 20 sessões necessárias até o fim de novembro ou início de dezembro, quando o relatório deverá estar pronto para votação.

Após aprovação, a ideia de Hugo é encaminhar o texto ao plenário.

O principal ponto de negociação é o modelo de responsabilização penal. Segundo integrantes da comissão, há maioria favorável à redução para 16 anos, independentemente do crime cometido, com cumprimento da pena em estabelecimentos separados dos presos adultos.

A proposta de reduzir a idade para 14 anos perdeu força após embates no Senado.

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