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Política

Cury fala em aumentar taxa das bets e criar Ministério da IA

Candidato do Avante também propôs 80% das consultas do SUS por telemedicina e embaixadores treinados como influenciadores. Leia no Poder360

4 min de leitura
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O candidato do Avante à Presidência, Augusto Cury, afirmou neste sábado (29.ago. 2026) que, caso eleito, irá criar um ministério dedicado à inteligência artificial e à robótica, além de propor a elevação da tributação das casas de apostas esportivas para pelo menos 50%.

Em sabatina da “TV Globo”, candidato do Avante também propôs que embaixadores sejam treinados como influenciadores.

Ele deu as declarações durante sabatina da TV Globo. A entrevista foi conduzida pelos jornalistas César Tralli e Renata Vasconcellos.

O candidato justificou a proposta com o argumento de que o Brasil corre o risco de ser “atropelado” pelas transformações tecnológicas nos próximos 4 a 5 anos. Para ele, a automação pode resultar em dezenas de milhões de desempregados, e o país precisa de uma resposta institucional estruturada.

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Questionado sobre a contradição entre anunciar cortes e propor novas estruturas, Cury respondeu que as duas coisas são compatíveis. “Sim, nós vamos cortar, mas em algumas áreas nós temos que aumentar e aumentar de maneira urgente”, afirmou.

A proposta é reduzir de 8 a 10 ministérios existentes e criar o Ministério da Segurança Pública e um Ministério da Robótica e da Inteligência Artificial. Cury brincou ao dizer que convidaria Ronaldo Caiado (PSD) para assumir a pasta: “Até brinquei com o Caiado; se eu criá-lo, ele seria o xerife do Brasil.”.

Para o setor de inteligência artificial, Cury defendeu a formação de pelo menos 10. 000 jovens em doutorado na área, argumentando que o Brasil precisa de profissionais qualificados para aplicar essas tecnologias na produção de medicamentos, na agricultura 4.

Cury comparou a alíquota atual de 12% paga pelas bets com as cobradas sobre alimentos e energia elétrica. Defendeu uma taxação de pelo menos 50% —chegou a citar 52% como patamar razoável.

Segundo o candidato, a medida levaria a uma arrecadação significativamente superior à atual.

O candidato também propôs dividir o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) em 2 bancos: um para grandes empresas e outro exclusivamente para microempresas, com o objetivo de financiar ao menos 10 milhões de negócios de pequeno porte.

No Bolsa Família, defendeu permitir que de 10 a 15 milhões de beneficiários possam ter uma 2ª fonte de renda sem perder o benefício. “Isso melhoraria também significativamente as contas públicas”, afirmou.

Na área de saúde, o candidato afirmou que o Conselho Federal de Medicina precisa ser “atualizado”, em defesa da implementação da telemedicina. Propõe que 80% das consultas básicas do SUS sejam realizadas por telemedicina, com médicos especialistas disponíveis 24 horas por dia e entrega de orientações e prescrições via aplicativo.

Durante a entrevista, foi questionado sobre um artigo do próprio CFM que afirma que “os serviços médicos à distância jamais poderão substituir o compromisso constitucional de garantir a assistência presencial”.

Diante disso, o candidato disse respeitar o conselho, mas insistiu que a regulamentação precisa acompanhar as mudanças tecnológicas. “O mundo está mudando de uma maneira tão rápida que nem os médicos estão acompanhando”, afirmou.

Durante a sabatina, Cury argumentou que o Brasil não é bem representado no exterior e que as embaixadas precisam ser “repaginadas”.

Ele defendeu que colaboradores e embaixadores sejam treinados para funcionar como influenciadores e “vender o país” de forma mais eficaz, sem necessariamente aumentar custos: “Nós temos que usar o digital para vender o país de maneira adequada.

Agora, nas tarefas mais importantes para a pacificação, tem que ser diplomatas do mais alto nível”.

Em números

  • Empresas e outro exclusivamente para microempresas, com o objetivo de financiar ao menos 10 milhões de negócios de pequeno porte
  • No Bolsa Família, defendeu permitir que de 10 a 15 milhões de beneficiários possam ter uma 2ª fonte de renda

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