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Política

Candidatura de Cleitinho deixa a direita mineira em curto-circuito

Após desistir e recuar da desistência, senador recupera candidatura em Minas e divide o campo bolsonarista

2 min de leitura
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O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) é candidato ao Governo de Minas Gerais. O anúncio encerrou semanas de idas e vindas. Líder nas pesquisas em todos os cenários de primeiro e segundo turno, ele faltou à convenção estadual da legenda por estar em luto pela morte do irmão Matheus, vítima de leucemia.

Entendendo que a ausência era um sinal de falta de comprometimento, o partido cancelou o projeto e ele reagiu dizendo que seguia candidato.

Na segunda-feira (3), bastante emocionado e ao lado do presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, anunciou a desistência de sua candidatura. No entanto, no dia seguinte, pediu a palavra na convenção nacional para voltar atrás, pedindo que o partido lhe desse a oportunidade de seguir como candidato ao governo.

Na quarta (5), o PL lançou Flávio Roscoe, ex-presidente da Fiemg, para garantir palanque a Flávio Bolsonaro no estado. Dois dias depois, o Republicanos liberou a candidatura de Cleitinho.

Nos grupos de mensageria, as idas e vindas causaram bastante confusão e abriram espaço para que uma série de teorias fossem levantadas para explicar a indecisão na candidatura.

Entre as mensagens que assumiram um lado no período do recuo, mais de 6 em cada 10 trataram a desistência como sabotagem. Foi a narrativa dominante, com 63%, e se apoiou no argumento de que "ninguém abandona uma eleição ganha.

Diante disso, iniciou-se uma especulação sobre quem seria o responsável por boicotar Cleitinho.

Uma parte apontou para o STF e Flávio Dino, argumentando que estariam fazendo supostas ameaças relacionadas ao corte de emendas parlamentares, o que não tem qualquer comprovação.

Outra apontou para dentro da direita e mirou o presidente estadual do partido, Euclydes Pettersen, e o deputado Nikolas Ferreira, tratado como "bezerro de ouro" e acusado de trabalhar contra nomes alinhados a Flávio Bolsonaro.

Marcos Pereira aparece em 12% das mensagens.

Fontes

Informação baseada em material público de Folha Poder, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

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