CompartilharAdicionar CNN Brasil aoPedro Alliana, vice-presidente do Paraguai • Reprodução/XA Câmara dos Deputados do Paraguai rejeitou o impeachment de Pedro Alliana, vice-presidente do país, nesta quinta-feira (5).
- Paraguai teve impeachment "relâmpago" em 2012; relembre.
- Paraguai entrega nota de repúdio a embaixador brasileiro após fala de Lula.
- Governo brasileiro nega conversa entre Lula e Peña após fala sobre guerra.
Isso acontece após a renúncia do presidente Santiago Peña, devido ao fechamento de um banco que afetou milhões de pessoas; Pedro Alliana deve assumir governo do país sul-americano.
Foram 48 votos pela rejeição do impeachment de Alliana e 30 a favor. Agora, ele está posicionado para assumir o governo paraguaio.
O Congresso paraguaio ainda analisa um pedido de impeachment contra Peña, com opositores defendendo que ele seja retirado do cargo para não ter foro privilegiado.
A renúncia do presidente também precisa ser aprovada pelos parlamentares.
Aos 52 anos, ele acumula passagens pelos poderes Executivo e Legislativo.
Foi governador do departamento de Ñeembucú entre 2008 e 2012 e, após o fim do mandato, candidatou-se à Câmara dos Deputados, onde atuou entre 2013 e 2023.
Nesse período, assumiu a presidência da Casa em diferentes momentos, além de liderar o Partido Colorado, a principal força política do país, entre 2015 e 2023.
Na cadeira de vice, Alliana tem acumulado funções relacionadas à política externa do Paraguai.
Entenda a crise do "Banco Master paraguaio.
O banco Ueno, de propriedade do Grupo Vázquez, fechou suas portas na terça-feira (3) depois que o Banco Central do Paraguai iniciou um processo de liquidação da instituição ao constatar um déficit em seus índices de solvência relacionado a empréstimos concedidos a empresas vinculadas.
A oposição acusou Peña de conflito de interesses, manipulação regulatória, desvio de recursos previdenciários e encobrimento institucional por parte do Banco Central, entre outros pontos.
Peña afirmou em uma publicação na rede social X que os responsáveis pelas irregularidades responderão perante a Justiça, sem exceções, pouco antes de promulgar uma lei que permitirá aos poupadores do Ueno recuperar seu dinheiro em menos tempo.
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