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Política

Caiado propõe criação de lei de terrorismo doméstico e agência policial com países vizinhos

Presidenciável disse que vai convidar o promotor Lincoln Gakiya para ser ministro de Segurança Pública

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O presidenciável pelo PSD, Ronaldo Caiado, propôs, nesta segunda-feira (10), a criação de uma lei de terrorismo doméstico para enquadrar milícias e organizações criminosas como o PCC (Primeiro Comando da Capital).

Ele também falou na criação de uma polícia com países vizinhos do Brasil para combater o crime e disse que vai convidar o promotor Lincoln Gakiya, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público do Estado de São Paulo, para ser ministro de Segurança Pública.

A proposta de criar uma lei de terrorismo doméstico é a primeira que compõe o plano nacional de segurança pública divulgado nesta segunda pelo político, na sede do PSD em São Paulo.

Ele falou em distorção de conceito de terrorismo na lei nacional, que prevê o enquadramento dos crimes como tal se os atos forem motivados por xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia ou religião.

Com a proposta do político, a lei abrigaria crimes com outras motivações, abrangendo as ações do crime organizado, em sintonia com ação recente dos Estados Unidos de classificar PCC e CV como terroristas.

Ele também citou a implantação de um fundo nacional de combate ao terrorismo doméstico e o uso das Forças Armadas no enfrentamento do crime organizado sem a necessidade de acionamento da GLO (Garantia da Lei e da Ordem).

Segundo o plano, a associação a uma organização terrorista doméstica e o recrutamento de integrantes teriam punição mínima de 45 anos de reclusão. A progressão de regime só ocorreria depois de cumprido de 90% da pena.

A proposta também prevê penas mínimas de 35 anos de reclusão à utilização da advocacia para transmissão de ordens de organização criminosa, dentre outros pontos.

Caiado citou também como medidas o enfoque na proteção de fronteiras, regiões portuárias e aeroportuárias.

Ele propôs ainda a criação de uma polícia integrada com membros das forças de segurança do Brasil e países vizinhos, chamada por ele de SulPol.

Segundo o ex-governador de Goiás, a SulPol seria inspirada na Europol, agência da União Europeia para a cooperação policial.

Ele [Gakiya] é hoje um homem que não tem liberdade nem para ele nem para a família, mas foi um homem que, pela coragem, pelo entendimento, vou convidá-lo para ser meu ministro da segurança pública.

Ele é o homem mais resiliente, a pessoa mais determinada em combate ao crime organizado no Brasil", afirmou Caiado.

O político afirmou já conhecer Gakiya, alvo de planos de ataques do PCC contra autoridades brasileiras, e que ele foi consultado sobre propostas presentes no plano, mas que ainda pretende ligar para o promotor para falar do convite para o cargo de ministro.

Outras propostas do candidato é a criação de uma rede nacional de presídios de segurança máxima, a redução da maioridade penal para 16 anos e a implantação de um cadastro nacional de agressores de mulheres.

Caiado também repetiu acusações contra o governo federal, dizendo que o governo "nunca quis" combater o crime organizado e que é "complacente e conivente com o crime.

Fontes

Informação baseada em material público de Folha Poder, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

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