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Política

Antes da urna, papel e caneta: prepare sua colinha para votar

Celular deve ser entregue aos mesários antes de entrar na cabine de votação. Objetivo é preservar o sigilo do voto.

3 min de leitura
Política — imagem padrão

A tecnologia da urna eletrônica revolucionou a forma de votar e apurar os votos no Brasil. Mas nem todo avanço da ciência substitui um simples pedaço de papel com os números escritos à caneta.

A legislação permite ao eleitor levar a colinha para a urna, para garantir a precisão do voto.

O aparelho celular, no entanto, deve ser entregue aos mesários antes de entrar na cabine de votação.

A restrição vale para qualquer equipamento capaz de fotografar, gravar ou transmitir imagens. O objetivo é preservar o sigilo do voto e impedir fraudes ou tentativas de comprovação da escolha feita na urna.

Quem se recusar a entregar o aparelho poderá ser impedido de votar naquele momento, e o caso poderá ser registrado pela mesa receptora de votos.

Não se esqueça de levar um documento de identificação com foto.

O título de eleitor não é obrigatório para votar, mas ele ajuda a acelerar o processo por indicar a zona e a seção eleitoral. Uma opção é baixar o e-título, aplicativo da Justiça Eleitoral, com a versão digital do título de eleitor.

O e-título também traz as informações da zona e da seção eleitoral. Lembre-se de conferir, no dia anterior, o seu local atualizado de votação.

Em muitos casos, a famosa colinha fez falta no primeiro turno das eleições deste ano.

A atual governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), poderia já estar planejando o próximo mandato, mas graças a milhares de eleitores que confundiram seu número e anularam o voto, ela ainda disputa o segundo turno com o candidato Leandro Grass (PT).

No dia 4 de outubro, 26 mil pessoas no DF digitaram 22, número do PL, partido de Flávio Bolsonaro. Como não havia candidato do PL na disputa ao governo distrital, os votos acabaram anulados.

No Rio de Janeiro, Eduardo Paes era apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas não divide o mesmo partido que ele. Dados das urnas mostraram que cerca de 204 mil eleitores digitaram o número 13 nas urnas, acreditando escolher Paes.

Esses eleitores deveriam, no entanto, digitar o número 55. Sem candidato do PT na corrida ao Palácio da Guanabara, os votos foram anulados e Douglas Ruas (PL) venceu no primeiro turno.

Em números

  • No dia 4 de outubro, 26 mil pessoas no DF digitaram 22, número do PL, partido
  • Dados das urnas mostraram que cerca de 204 mil eleitores digitaram o número 13 nas urnas, acredi

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