A Folha teve acesso a mensagens e ouviu três alunos do curso, que pediram para não ser identificados por medo de represálias. Nos textos, membros dos grupos associam eleitores de Lula à pobreza, a benefícios sociais e a crimes.
Um deles enviou a foto de uma arma. A faculdade diz ter afastado um estudante de forma cautelar e aberto uma apuração disciplinar.
Segundo os alunos, as mensagens circularam em grupos que têm de 58 a 216 integrantes e estão vinculados a turmas de diferentes períodos e em grupos abertos a estudantes de toda a faculdade —os dois maiores, usados para anúncio e venda de produtos, reúnem 751 e 997 pessoas.
Em nota, a Mandic afirma ter aberto um procedimento disciplinar para apurar os fatos e afastado de forma cautelar um estudante, "diante da gravidade da manifestação inicialmente identificada.
Segundo a faculdade, a medida é preventiva e não representa antecipação de julgamento. A nota não informa qual mensagem motivou o afastamento.
A instituição diz que não compactua com condutas que incitem o ódio por convicções políticas. A nota se refere ao caso como "situações pontuais" e "discussões acaloradas" em grupos privados, fora do ambiente acadêmico.
A faculdade afirma ainda que enviou um comunicado aos alunos e que colocou seu núcleo de apoio psicopedagógico à disposição.
Na semana passada, a Folha mostrou que integrantes de um a nordestinos e a eleitores de Lula depois do segundo turno.
Na Mandic, um dos entrevistados afirma que figurinhas e vídeos de deboche contra o presidente Lula e o PT, sem ataques a colegas, já circulavam na manhã do dia da votação do segundo turno.
Segundo ele, as ofensas começaram depois do resultado, com a maioria das mensagens enviada no domingo e na segunda.
Em números
- Toda a faculdade —os dois maiores, usados para anúncio e venda de produtos, reúnem 751 e 997 pessoas
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