Frente fria deu trégua, mas condição deve retornar a partir desta sexta-feira (21) no Estado.
A frente fria que chegou nesta quinta-feira (20) deu alívio às temperaturas elevadas e ao tempo seco dos últimos dias, mas os efeitos devem durar bem pouco.
O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) já está alertando para umidade relativa do ar chegando a até 12% em cidades de Mato Grosso do Sul e em outros estados na sexta-feira (21).
Além disso, os dias quentes devem retornar logo. Esse cenário é frequente no inverno do Centro-Oeste e castiga a saúde até de quem está com a imunidade em dia.
O pneumologista Ronaldo Queiroz, de Campo Grande, explica que a baixa umidade é a principal responsável pela irritação e ressecamento das vias aéreas, principalmente do nariz e da garganta.
Mas o que é mais prejudicial à saúde, o tempo frio e seco ou o tempo quente e seco.
Segundo o médico, os prejuízos são quase os mesmos. “Praticamente não existe diferença. O problema está focado no ressecamento das vias aéreas devido à baixa umidade, que acaba ativando crises de asma e de rinite, e tem a desidratação”, afirma.
Sangramento - O motorista Carlos dos Santos, 53 anos, se surpreendeu ao ver sangue saindo do próprio nariz na quarta-feira (19), quando a umidade relativa do ar era menor que 30%, em Campo Grande.
Ele estava dirigindo com o ar-condicionado do carro ligado para enfrentar o calorão.
Em relação a esse tipo de sangramento, o médico confirma que é uma das consequências do ressecamento e do rompimento de capilares da mucosa nasal, provocados pela umidade do ar baixa.
Doenças respiratórias - Quem tiver doenças respiratórias crônicas de fundo alérgico pode ter mais crises nesses períodos. Asma brônquica e rinite alérgica são exemplos.
Desidratação - O pneumologista lembra que a hidratação precisa ser reforçada tanto em dias amenos quanto nos dias quentes. O indicado é de dois a três litros de água por dia.
Além de beber bastante água, as recomendações dele são evitar fazer atividades físicas após as 9h e antes das 17h. Colocar uma toalha molhada no pescoço, no peito e nas axilas é outra dica.
Crianças - A pediatra Camilla Dias diz que até o leite materno ou fórmula podem ser oferecidos mais vezes quando o tempo está nessas condições.
Colocar umidificador de ar na sala ou no quarto dos filhos ajuda, desde que os aparelhos estejam limpos e posicionados corretamente.
Os umidificadores não devem ficar ligados por um longo período. “Eu sempre recomendo não deixar o umidificador ligado a noite toda porque um ambiente muito úmido também não é favorável para as crianças.
Se quiser deixar, é bom deixar uma porta aberta para ter a comunicação do ar mais úmido com menos úmido para ter um equilíbrio”, finaliza.
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