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Seu relacionamento é seguro? Teste anônimo em aplicativo indica sinais de abuso

Na maioria dos casos de violência doméstica, a polícia só é acionada quando a situação já atingiu níveis críticos. Para mudar essa realidade e interromp...

3 min de leitura
Seu relacionamento é seguro? Teste anônimo em aplicativo indica sinais de abuso

Plataforma Be Safe Mulher funciona como questionário de risco e já registra cerca de 600 acessos semanais.

A policial civil Priscila Guimarães, servidora da Delegacia de Defesa da Mulher de Santa Fé do Sul, em São Paulo, criou o aplicativo Be Safe Mulher para ajudar mulheres a identificarem relacionamentos abusivos antes da primeira agressão física.

A plataforma aplica 25 perguntas objetivas e gera um diagnóstico de risco, com botão de emergência que conecta a usuária a canais como o 180 e o 190. O acesso é gratuito, anônimo e registra cerca de 600 testes por semana.

Natural de Paranaíba, a policial Priscila Guimarães é servidora da Polícia Civil de São Paulo e atua na Delegacia de Defesa da Mulher de Santa Fé do Sul, a 18 km da divisa com Mato Grosso do Sul.

Ela conta que sua vivência prática no atendimento diário às vítimas motivou a criação de uma ferramenta capaz de ajudar as mulheres a identificarem os sinais da violência antes mesmo de a agressão física ocorrer.

O aplicativo visa diagnosticar comportamentos iniciais que frequentemente são normalizados pelas mulheres no dia a dia, como controle exagerado, ameaças, humilhações, perseguição, isolamento e violência psicológica.

A intenção do aplicativo é chegar à mulher antes mesmo da delegacia, antes da agressão física e antes que a violência chegue a um desfecho mais grave. A informação também é uma forma de proteção", destaca a idealizadora do projeto.

Como funciona - Pensada para ser simples e acessível a todas as mulheres, independentemente do grau de conhecimento jurídico, a plataforma descomplica um tema complexo ao utilizar ilustrações e recursos visuais.

As imagens ajudam as usuárias a identificar de maneira clara cada tipo de conduta abusiva.

Na prática, a usuária responde a 25 perguntas objetivas com "sim" ou "não" sobre situações do cotidiano a dois. Como cada conduta relatada possui um grau de risco específico, o sistema faz a soma automática e gera um diagnóstico com o nível de gravidade daquela relação (de moderado a grave).

Se for identificado risco moderado ou grave, a plataforma exibe imediatamente um botão de emergência 24 horas, que direciona a mulher para canais de apoio como a Central de Atendimento à Mulher (180), Polícia Militar (190), Direitos Humanos (100) e suporte de prevenção ao suicídio.

Acesso - Por estar hospedado na web, no endereço https://app.defesadamulher.com.br/, o aplicativo não exige instalação em lojas virtuais e pode ser acessado de qualquer lugar do Brasil.

A privacidade é mantida de forma absoluta: a ferramenta é 100% anônima. A desenvolvedora não possui acesso aos dados pessoais nem aos resultados individuais dos testes.

O único indicador monitorado é o volume global de acessos, que já chega a cerca de 600 testes realizados por semana.

Apesar do papel informativo e preventivo, Priscila reforça que o aplicativo funciona como um reforço na rede de proteção, sem substituir o atendimento presencial especializado.

Articulação - A proposta para o futuro do Be Safe Mulher é expandir o seu alcance e incorporar novas funcionalidades. O objetivo é aproximar o projeto de instituições de ensino, universidades e órgãos públicos especializados no combate à violência de gênero.

A Central 180 funciona 24 horas, de graça, e a ligação pode ser anônima. Em caso de emergência, procure a polícia pelo 190. Violência contra mulheres, crianças, idosos ou qualquer pessoa não pode ser silenciada.

  • Polícia Civil de São Paulo e atua na Delegacia de Defesa da Mulher de Santa Fé do Sul, a 18 km da divisa com Mato Grosso do Sul.

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