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Polícia

Líder de fraude que movimentou R$ 300 milhões com perfumes é preso no Paraná

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Líder de fraude que movimentou R$ 300 milhões com perfumes é preso no Paraná

Dos 16 mandados de busca, 10 foram cumpridos em Campo Grande e o principal alvo foi o Grupo Top.

Ele é um dos integrantes do Grupo Top, principal alvo da Operação Perfume de Mulher, que cumpre mandados em Campo Grande (MS), São Paulo e Pernambuco.

Na Capital sul-mato-grossense, foram cumpridos 10 dos 16 mandados de busca e apreensão. Em uma casa de alto padrão na Rua Antônio Maria Coelho, Bairro Vivenda do Bosque, as equipes permaneceram por cerca de três horas e saíram levando malotes, caixas e dois veículos - um Toyota SW4, em nome da empresa Segovia Gois e Cia Ltda., e um Fiat Fastback.

No bairro Monte Castelo, em um imóvel na Rua Zoroal Cícero, as equipes apreenderam um Toyota Corolla branco em nome de André de Souza Araújo. No endereço, foram apreendidos perfumes, celulares e uma agenda.

No local, o advogado Bruno Fernandes acompanhou os trabalhos, mas não quis dar entrevista.

Segundo a Receita Federal, a organização tinha uma estrutura considerada robusta, com empresas constituídas em nome dos próprios integrantes e outras registradas em nome de terceiros, usadas como “laranjas”.

O grupo também mantinha uma rede de distribuição para levar os produtos a diferentes estados.

A partir daquele flagrante, foi iniciada a investigação que resultou na operação desta terça-feira.

Conforme Erivelto, os perfumes entravam no Brasil pela fronteira com o Paraguai, principalmente por Ponta Porã. De lá, eram trazidos para a Capital, que funcionava como ponto de recebimento, antes de as mercadorias seguirem para São Paulo e Pernambuco.

Durante a operação, um caminhão-baú foi carregado com mercadorias apreendidas em Campo Grande. Em São Paulo, foram quase três caminhões-baú, segundo o superintendente.

O responsável pelo esquema foi encontrado na cidade paranaense, mas não teve o nome divulgado.

Embora a investigação tenha começado focada na perfumaria, os agentes também encontraram eletrônicos, celulares, roupas e medicamentos emagrecedores. Segundo a Receita, eram mercadorias estrangeiras sem comprovação da importação regular.

Influenciadores - A organização também utilizava influenciadores para divulgar os produtos nas redes sociais. Conforme a Receita, o grupo se apresentava na internet como um dos maiores vendedores de perfumes árabes do Brasil.

O uso das redes fazia parte da estratégia comercial da organização, que ampliava a divulgação dos produtos enquanto a investigação apontava que as mercadorias chegavam ao país sem comprovação de importação.

Depósito - No dia 13 de outubro de 2025 equipe da Receita Federal e da Garras (Delegacia de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros) realizaram operação conjunta em um depósito na Rua Antônio Mena Gonçalves, Bairro Coronel Antonino, em Campo Grande.

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