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Ibovespa dispara e bate recorde de 209 mil pontos, com foco em Lula e Flávio no 2º turno; dólar cai abaixo

6 min de leitura
Ibovespa dispara e bate recorde de 209 mil pontos, com foco em Lula e Flávio no 2º turno; dólar cai abaixo

Ações brasileiras tiveram valorização na manhã desta segunda (5) após 1º turno das eleições.

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  • Entre outras grandes empresas do índice, destaque também para os papéis da Petrobras, que subiam 9,63% no mesmo horário. Vale, por sua vez, caía 2% na sessão.
  • Já nos EUA, a atividade do setor de serviços desacelerou em setembro, com a demanda interna sobrecarregando as cadeias de oferta e elevando os preços pagos pelas empresas por seus insumos. Os dados reforçam a perspectiva de que a inflação americana deve seguir elevada.
  • MAPA: veja a geografia do voto que levou Flávio e Lula ao 2º turno.
  • Veja como está a composição da Câmara dos Deputados.

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, opera em forte alta nesta segunda-feira (5). Perto das 14h, o índice subia 8,46%, aos 208. 360 pontos. Essa é a primeira vez na história que o índice supera a marca dos 200 mil pontos.

O último recorde do índice havia sido em 14 de abril, quando fechou aos 198 mil pontos.

O Ibovespa funciona como uma espécie de termômetro do mercado de ações brasileiro, refletindo o desempenho de algumas das principais empresas negociadas na B3. Os preços desses papéis são influenciados pelas expectativas dos investidores para fatores como juros, inflação e atividade econômica, além das perspectivas para as próprias empresas e da percepção de risco.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

Flávio termina à frente de Lula no 1º turno.

O senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vão disputar o segundo turno das eleições presidenciais no próximo dia 25. Com as urnas apuradas, Flávio teve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula.

O resultado contrariou grande parte das pesquisas eleitorais, que indicavam vantagem de Lula no primeiro turno.

O desempenho de Flávio, acima do esperado por parte do mercado, levou investidores a recalibrar as apostas para o segundo turno. Analistas associam uma eventual vitória do candidato do PL a uma maior possibilidade de mudanças na política fiscal, o que ajuda a explicar a forte valorização do real e a reação dos ativos brasileiros nesta segunda-feira.

A reação começou antes mesmo da abertura do mercado brasileiro. Ativos do país negociados no exterior registraram forte valorização após o resultado das urnas. O EWZ, fundo de índice de ações brasileiras negociado nos Estados Unidos, chegou a avançar mais de 10%.

Os mapas do primeiro turno da eleição presidencial de 2026 mostram que a geografia do voto no país permaneceu semelhante à de 2022, apesar de mudanças em alguns estados.

Flávio Bolsonaro (PL) venceu em 14 estados e no Distrito Federal, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ficou à frente em 12.

O resultado das urnas também ampliou a presença do PL no Congresso. O partido elegeu 19 dos 54 senadores escolhidos neste domingo e terá 28 das 81 cadeiras do Senado a partir de 2027, formando a maior bancada da Casa.

Como o g1 já mostrou, essa será a maior representação de um partido no início de uma legislatura desde a Constituição de 1988.

A projeção do mercado para a inflação de 2026 voltou a superar 5%, segundo o relatório Focus divulgado pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (5). Foi a terceira semana consecutiva de alta na estimativa.

Os analistas consultados passaram a projetar alta de 5,01% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026, ante 4,99% na semana anterior. Para 2027, a estimativa recuou de 4,31% para 4,30%, enquanto a projeção para 2028 permaneceu em 3,80%.

A meta de inflação é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

O relatório também mostrou uma redução nas projeções para o crescimento da economia. A estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) caiu de 1,86% para 1,85% em 2026 e de 1,41% para 1,40% em 2027.

As projeções para a taxa básica de juros, a Selic, permaneceram inalteradas. O mercado espera que a taxa termine 2026 em 13,50% ao ano e 2027 em 12%.

O setor de serviços brasileiro voltou a registrar contração em setembro. Houve queda na atividade, no emprego e nos novos pedidos, segundo o Índice de Gerentes de Compras (PMI) divulgado nesta segunda-feira (5).

Apesar da piora no setor, as empresas se mostraram mais otimistas com as perspectivas de crescimento, diante da expectativa de melhora das condições econômicas após a eleição presidencial.

O PMI de serviços do Brasil, calculado pela S&P Global, caiu de 50,5 pontos em agosto para 49,2 em setembro, indicando contração da atividade. Foi a retração mais intensa desde outubro de 2025.

No indicador, resultados acima de 50 pontos indicam expansão, enquanto números abaixo desse patamar sinalizam contração.

As empresas consultadas citaram desafios políticos e econômicos, falta de investimentos e impactos negativos de greves entre os fatores que prejudicaram a atividade.

A atividade do setor de serviços dos Estados Unidos perdeu ritmo em setembro, enquanto a forte demanda pressionou as cadeias de fornecimento e elevou os custos das empresas.

O cenário reforça as preocupações com a persistência da inflação.

O Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM, na sigla em inglês) informou nesta segunda-feira (5) que o Índice de Gerentes de Compras (PMI) do setor de serviços caiu de 55,4 pontos em agosto para 54,9 em setembro.

Leituras acima de 50 indicam expansão da atividade. Economistas consultados pela Reuters esperavam um resultado de 55,2 pontos.

Apesar da desaceleração, setembro marcou o 27º mês consecutivo de expansão do setor. A atividade vem sendo sustentada pela demanda interna, principalmente pelos gastos dos consumidores e pelos investimentos das empresas em inteligência artificial (IA) e infraestrutura relacionada.

Perto das 14h, o Dow Jones subia 0,15%, enquanto o S&P 500 avançava 0,65% e o Nasdaq Composite tinha ganhos de 0,84%.

Entre os demais índices, o DAX, da Alemanha, avançou 0,09%, enquanto o FTSE 100, do Reino Unido, teve ganhos de 0,34%. Já o CAC-40, da França, caiu 0,80%.

O índice Nikkei, do Japão, subiu 2,40%, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, avançou 0,28% e o Taiex, de Taiwan, valorizou 2,55%. O Kospi, da Coreia do Sul, SSEC, Índice de Xangai, e o CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, permaneceram fechados.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair.

* Com informações da agência de notícias Reuters.

Em números

  • Essa é a primeira vez na história que o índice supera a marca dos 200 mil pontos
  • O último recorde do índice havia sido em 14 de abril, quando fechou aos 198 mil pontos
  • Ibovespa dispara e bate recorde de 209 mil pontos, com foco em Lula e Flávio no 2º turno; dó

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