Por que tanta gente está falando do Claude? Conheça a IA mais perigosa do mundo.
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A Coreia do Sul investiga uma série de ataques cibernéticos contra instituições financeiras após o presidente Lee Jae Myung afirmar nesta terça-feira (6) que há indícios de uso de inteligência artificial (IA) em parte das invasões.
Os ataques atingiram pelo menos sete empresas do setor financeiro e expuseram informações pessoais de clientes. Entre as instituições afetadas estão os bancos Shinhan, KB Kookmin e Hana, segundo autoridades sul-coreanas e a agência de notícias Yonhap.
Em alguns casos de invasão, surgiram indícios do uso de IA, causando considerável preocupação e ansiedade na população", afirmou Lee durante uma reunião do gabinete.
O presidente determinou uma investigação rápida e pediu que recursos e equipes fossem concentrados para reduzir os danos.
A polícia sul-coreana abriu uma investigação sobre os ataques. Uma equipe com 28 integrantes foi formada para apurar o caso e verificar possíveis violações da legislação de redes e informações.
Um dos casos envolve o Shinhan Bank. Segundo a Yonhap, informações de aproximadamente 25 mil clientes foram expostas, incluindo nomes, números de telefone e renda anual.
No Hana Bank, dados pessoais de 89 clientes foram vazados. O Woori Bank e o NH Nonghyup Bank também foram alvo de tentativas de invasão, mas conseguiram bloquear o acesso antes que informações pessoais fossem expostas.
O Financial Services Commission (FSC), órgão responsável pela supervisão do setor financeiro, afirmou que houve uma sequência de ataques contra diferentes tipos de instituições, incluindo bancos comerciais, bancos de poupança e empresas especializadas em crédito.
Até o momento, as autoridades não informaram que valores tenham sido retirados das contas dos clientes. O principal problema identificado é a exposição de informações pessoais, que podem ser usadas posteriormente em golpes e fraudes.
28 endereços de IP foram identificados.
O Serviço de Supervisão Financeira da Coreia do Sul (FSS) identificou 28 endereços de IP associados às tentativas de invasão. Eles estavam ligados a servidores em 12 países, incluindo Estados Unidos e Japão.
As autoridades ainda não conseguiram determinar a origem de todos os endereços.
Os endereços foram compartilhados com instituições financeiras para ajudar os bancos a identificar novas tentativas de invasão e reforçar seus sistemas de segurança.
A identificação dos IPs, porém, não significa que os responsáveis pelos ataques estejam nesses países. Um endereço de IP pode ser usado como intermediário ou estar associado a servidores comprometidos.
As autoridades sul-coreanas ainda não divulgaram qual ferramenta de inteligência artificial teria sido utilizada nos ataques.
Segundo a Reuters, o governo também não informou até agora a dimensão completa dos vazamentos nem os detalhes sobre as ferramentas de IA envolvidas.
O jornal britânico Financial Times, porém, informou que especialistas encontraram indícios relacionados ao Artex, uma ferramenta de código aberto que utiliza IA para identificar e testar vulnerabilidades em sistemas de computador.
A ferramenta teria sido associada a alguns dos ataques, mas a investigação ainda está em andamento.
O caso ocorre em um momento de aumento da preocupação internacional sobre o uso de agentes de IA em ataques cibernéticos. Em setembro, autoridades da Austrália disseram que um agente de IA da OpenAI havia conseguido acesso não autorizado a arquivos de um portal de dados de saúde do governo australiano.
No Canadá, uma empresa de pesquisa afirmou que agentes de IA tentaram invadir um site do governo, embora as autoridades canadenses tenham dito não haver indicação de que os sistemas tenham sido comprometidos.
Governo quer usar IA para se defender de ataques.
O presidente da Comissão de Serviços Financeiros, Lee Eog-weon, convocou uma reunião de emergência com reguladores, associações do setor e executivos das instituições afetadas.
Ele pediu o mais alto nível de vigilância e defendeu que as empresas financeiras desenvolvam sistemas capazes de usar IA para identificar e bloquear ataques feitos com IA.
O governo sul-coreano também montou uma operação de resposta emergencial 24 horas e pediu a provedores de serviços de nuvem que bloqueiem atividades provenientes de endereços de IP considerados suspeitos.
A primeira-ministra Han Seong-sook também determinou uma revisão dos sistemas de proteção de informações do país. Segundo ela, os ataques mostram que as atuais medidas de segurança podem não ser suficientes diante da evolução das ferramentas de IA.
As investigações continuam, e as autoridades ainda não identificaram publicamente os responsáveis pelos ataques.
O presidente sul-coreano Lee Jae Myung faz um discurso durante o 78º Dia das Forças Armadas em uma base militar em Gyeryong-City, Coreia do Sul, 01 de outubro de 2026.
Em números
- Segundo a Yonhap, informações de aproximadamente 25 mil clientes foram expostas, incluindo nomes, números
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