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Café gigante e raríssimo é encontrado na Amazônia; espécie representa 0,01% da produção mundial

Conhecido como café beirão, o libérica representa apenas 0,01% da produção mundial. Pesquisadores localizaram sete plantas no Pará e investigam se a espécie che

3 min de leitura
Café gigante e raríssimo é encontrado na Amazônia; espécie representa 0,01% da produção mundial

Uma espécie rara de café, com frutos grandes e casca grossa, tem chamado a atenção de pesquisadores no Nordeste do Pará. As árvores podem alcançar 11 metros de altura, com troncos de até 60 centímetros de diâmetro.

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  • manejo e poda: árvores com 11 metros de altura dificultam a colheita manual e precisam ser podadas para que seu porte seja reduzido.
  • beneficiamento: os frutos têm uma casca muito dura, o que pode exigir a adaptação ou o desenvolvimento de máquinas específicas para o processamento.

(Veja reportagem completa no vídeo acima).

Trata-se da Coffea liberica, conhecida na região como “café beirão”. Pouco cultivada no mundo, a espécie responde por apenas 0,01% da produção global de café.

O maior exemplar localizado até agora pela pesquisa foi encontrado em Irituia (PA), no quintal da família do agricultor Agílio Cordeiro Vieira.

Diferentemente das lavouras tradicionais de café arábica e canéfora – como o conilon cultivado no Espírito Santo e o robusta amazônico de Rondônia, que crescem a pleno sol – as plantas de libérica encontradas no Pará se desenvolvem à sombra de árvores nativas, em solos frescos e ricos em matéria orgânica.

Além do porte, a espécie chama a atenção pelas folhas gigantes e pelos frutos, que ficam alaranjados quando maduros e chegam a ter o dobro do tamanho dos frutos do arábica.

O libérica também apresenta um teor intermediário de cafeína: maior que o do arábica e menor que o do canéfora.

Análises sensoriais indicam que o café preparado exclusivamente com grãos de libérica tem um perfil de sabor singular. Segundo o barista Adriano Vitti Mota, a bebida é mais frutada que o café arábica e apresenta um sabor herbal que lembra chá-verde.

Apesar do entusiasmo dos produtores, o cultivo comercial do “café beirão” ainda enfrenta barreiras técnicas, como.

Uma história que pode ter quase 300 anos.

Até agora, os pesquisadores mapearam apenas sete plantas de libérica no Pará, todas encontradas isoladamente em quintais produtivos.

A principal hipótese para explicar a presença dessa espécie na Amazônia é que as mudas tenham chegado à região durante a expedição militar de Francisco Palheta, há quase 300 anos.

Embora seja produzida em pequena escala em países como Indonésia, Filipinas, Malásia, Libéria e Costa do Marfim, a espécie ainda não é cultivada comercialmente no Brasil.

O libérica, no entanto, já teve um papel importante para a ciência agrícola brasileira. Por ser altamente resistente à ferrugem, uma das principais doenças dos cafeeiros, a espécie foi utilizada em programas de melhoramento genético do café arábica.

Amostras são estudadas pela Embrapa.

As amostras coletadas em campo foram encaminhadas à Embrapa, em Belém. O material passa por prensagem, secagem em estufa, congelamento e digitalização antes de ser incorporado ao herbário, que reúne cerca de 206 mil amostras de plantas.

A expectativa é que novos recursos sejam repassados à Embrapa para acelerar a segunda fase da pesquisa, que deverá avaliar o potencial do café libérica para os mercados local e de exportação.

Abóbora gigante de 1. 432 quilos colhida nos EUA pode bater recorde mundial.

Em números

  • Fa, congelamento e digitalização antes de ser incorporado ao herbário, que reúne cerca de 206 mil amostras de plantas

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