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Negócios

Apetite por risco, fundos imobiliários e ETFs

Relatório da XP Investimentos mostra retorno do otimismo com ações; outros destaques mostram o custo de perder altas nos FIIs e atratividade do S&P 500

3 min de leitura
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Nesta semana, uma nova edição da pesquisa com assessores da XP Investimentos destaca uma forte recuperação do otimismo com a Bolsa em setembro, ao mesmo tempo em que os riscos fiscais e a instabilidade política continuam gerando cautela.

Nesse cenário, tentar acertar o momento de entrar ou sair dos fundos imobiliários pode prejudicar o retorno, já que os ciclos de alta costumam acontecer rapidamente.

Para enfrentar essas incertezas sem perder oportunidades, o relatório apresenta como os ETFs podem ser usados para proteger o patrimônio contra a inflação e manter a flexibilidade diante dos movimentos do mercado.

Recuperação do apetite por ações entre os assessores.

A intenção de elevar a fatia de renda variável na carteira dos clientes saltou para 29% na pesquisa com assessores, atingindo o patamar mais alto desde março de 2026, ao passo que o sentimento médio em relação ao mercado acionário subiu de 5,7 para 6,8.

A estimativa para o Ibovespa no encerramento do ano foi reajustada de 172 mil para 188 mil pontos. Contudo, as incertezas no ambiente fiscal doméstico e o cenário político-eleitoral permanecem apontados como as maiores fontes de receio para a classe de ativos, com 75% dos participantes relatando ajustes nas posições motivados pela proximidade do pleito de outubro.

Alocação em ETFs para proteção do poder de compra.

Proteger o patrimônio contra a inflação exige alinhar o prazo dos investimentos, a liquidez desejada e o nível de tolerância à marcação a mercado. Os ETFs oferecem um caminho prático e transparente para construir essa exposição diretamente em bolsa, seja por meio de carteiras diversificadas ou de estratégias focadas em prazos específicos.

Com essa estrutura, torna-se possível combinar diferentes vencimentos e calibrar a sensibilidade dos ativos de acordo com o objetivo da alocação.

Recomendação de compra e fundamentos para o S&P 500.

O início da cobertura do S&P 500 traz recomendação de compra ancorada na combinação de crescimento, rentabilidade e qualidade das empresas norte-americanas. A tese é fundamentada na continuidade da expansão dos lucros impulsionada pelos avanços em inteligência artificial, na sustentação dos múltiplos com base nos retornos das companhias e no elevado retorno sobre o capital investido garantido pela monetização das infraestruturas digitais.

A consolidação do Nubank no mercado de telecomunicação antecipou os impactos competitivos no setor, alterando a dinâmica do mercado antes mesmo de a operação atingir a projeção inicial de assinantes.

O avanço da NuCel levou as operadoras estabelecidas a reajustarem suas estratégias, redefinindo as perspectivas para a expansão da base de usuários, a rentabilização dos serviços e a disputa de mercado no cenário atual.

Datas de pagamento de dividendos no mês de outubro.

Acompanhar o cronograma de proventos é fundamental para estratégias voltadas ao recebimento de renda passiva na B3. O calendário das companhias abertas para o mês reúne os pagamentos programados de dividendos e juros sobre capital próprio, com destaques para os repasses de Lojas Renner (LREN3), Ambev (ABEV3), Totvs (TOTS3) e Itaú Unibanco (ITUB4).

O impacto de perder os melhores dias dos FIIs.

Tentar acertar o momento exato de compra e venda em fundos imobiliários tende a gerar perdas expressivas de rentabilidade. Nos últimos dez anos, ficar fora de apenas três das maiores altas diárias do IFIX reduziria o retorno acumulado em 20,1%, enquanto perder os trinta melhores pregões — que representam apenas 1,21% do período — resultaria em um impacto negativo de 68,8% no resultado final.

Em números

  • A estimativa para o Ibovespa no encerramento do ano foi reajustada de 172 mil para 188 mil pontos

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