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Skepta anuncia ‘The Fork and Knife’, seu sexto álbum de estúdio

Disco de Skepta chega em 6 de novembro e aborda a identidade nigeriano-britânica, a geração Windrush e o patriarcado

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Skepta anuncia ‘The Fork and Knife’, seu sexto álbum de estúdio

Disco chega em 6 de novembro e aborda a identidade nigeriano-britânica, a geração Windrush e o patriarcado.

O hiato não foi de inatividade. Em 2020, Skepta lançou o EP ALL IN (2020) e participou do projeto coletivo Insomnia (2020), com Chip e Young Adz. Em 2023, foi a vez de 48 Hours (2023), projeto de cinco faixas em parceria com o produtor Ryder.

Um novo álbum solo, porém, demorou a tomar forma — e o próprio artista explicou por quê. “Por muito tempo, senti que a arte estava perdendo seu significado aos poucos e que os artistas estavam perdendo a vontade de continuar criando”, escreveu.

The Fork and Knife parte de uma perspectiva pessoal e amplia seu olhar ao longo do processo. Segundo o comunicado oficial, o álbum começou como “uma história simples de Londres”, aprofundou a experiência de ser filho de imigrantes nigerianos no Reino Unido e, na etapa final de produção, incorporou reflexões sobre o patriarcado — um sistema que, nas palavras de Skepta, “muitos de nós aceitamos sem perceber quando ainda somos crianças”.

A identidade atravessa o disco: o que significa ser britânico, negro e filho da diáspora nigeriana em uma Londres em constante transformação. O universo visual do projeto evoca a estética nigeriano-britânica dos anos 1980, a cultura do futebol e o realismo documental, conectando a história da geração Windrush à energia das ruas contemporâneas.

Lançada em 18 de setembro, a faixa “Innocent Smile” abre essa nova fase e antecipa o que esperar do álbum. A colaboração com Chase & Status e Suggs, vocalista do Madness, nasceu de uma sessão de estúdio entre Skepta e Suggs há cerca de seis anos, quando o rapper procurou o músico como fã de longa data.

Com o tempo, a canção migrou do ska para o breakbeat, até que a dupla Chase & Status entrou para concluir a produção. O resultado combina grime, música eletrônica de pista e a sonoridade britânica marcante dos anos 1990, sugerindo que o disco transitará por garage, house, jungle e rave, além do grime que consagrou o artista.

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