Em 2017, o cofundador do Black Sabbath revelou à Rolling Stone a lista definitiva que moldou sua visão do gênero que ajudou a inventar.
Em 2017, enquanto a Rolling Stone preparava sua lista dos 100 maiores álbuns de metal pesado de todos os tempos, a revista pediu ao Príncipe das Trevas que revelasse os dez discos que considerava os maiores da história do gênero.
O resultado vai além de uma seleção de favoritos: é um retrato de Ozzy Osbourne como ouvinte e fã, longe dos holofotes e sem a necessidade de defender as próprias conquistas.
Chama atenção também o que ficou de fora: nenhum álbum do Black Sabbath ou de sua carreira solo. Ao ser descrito pela revista como um artista de heavy metal, ele reagiu: “Odeio essa terminologia, porque vai do Poison ao Black Sabbath, e há uma diferença bem considerável entre as duas coisas”.
A lista está em ordem alfabética, não em ordem de preferência.
Ozzy era próximo de Bon Scott, e essa amizade ajuda a explicar sua escolha. “Amo o Brian Johnson, mas, para mim, meu grande amigo, o saudoso Bon Scott, foi o melhor vocalista que o AC/DC já teve.
Esse álbum era como um vício para mim”, disse.
Uma das escolhas mais pessoais da lista. “Mais um álbum de estreia incrível. ‘Man in the Box’ é um clássico. Layne Staley era um cara adorável. É uma pena que não tenha conseguido superar seus demônios”, disse Ozzy.
Guns N’ Roses — Appetite for Destruction (1987).
Sem hesitar: “Um dos maiores álbuns de estreia de todos os tempos. Não há uma música fraca sequer. Nunca me canso de ouvir”, afirmou.
Judas Priest — British Steel (1980).
A conexão geográfica e afetiva foi determinante, Ozzy e os integrantes do Judas Priest são de Birmingham. “O que posso dizer? Os caras do Judas Priest não são apenas meus amigos da minha cidade natal, mas também fazem parte de uma das melhores bandas de metal de todos os tempos.
Esse álbum tem “Living After Midnight”, “Breaking the Law” e “Metal Gods”. British Steel é um clássico que vai resistir ao teste do tempo”, declarou. Ozzy também foi um dos primeiros a apoiar publicamente Rob Halford quando o vocalista se assumiu gay.
Led Zeppelin — Led Zeppelin IV (1971).
Uma das admissões mais reveladoras da lista: Ozzy só descobriu o quanto gostava do Megadeth depois de ouvir o álbum. “Nunca percebi o quanto essa banda era boa até ouvir esse disco”, disse.
Metallica — Master of Puppets (1986).
Há uma história pessoal por trás da escolha: Ozzy levou o Metallica em turnê pouco depois do lançamento do disco. “O álbum foi um marco para a banda e para o metal pesado”, disse.
Cliff Burton, baixista do Metallica, ainda integrava a banda durante a turnê; morreria naquele mesmo ano, em um acidente de ônibus.
Ozzy resumiu a importância do disco: “O álbum que colocou o Motörhead no topo. A faixa-título é o ‘Paranoid’ do Motörhead. É um dos grandes hinos do metal e, para mim, uma banda só chega lá quando tem seu próprio hino.
Vindo de Ozzy, o elogio ganha um peso especial, considerando seu próprio histórico na estrada. “Esses caras foram alguns dos maiores festeiros que já fizeram turnê comigo.
A guitarra de Dimebag brilha nesse álbum. Este deveria estar na coleção de todo fã de metal”, disse.
Rob Zombie — Hellbilly Deluxe (1999).
A escolha mais recente da lista também é a mais inesperada, já que Rob Zombie pertence a uma geração posterior. “O Rob Zombie é alguém com quem fiz muitas turnês.
Ele é um artista de verdade em todos os sentidos, e Hellbilly Deluxe é o melhor trabalho do Rob, na minha opinião”, declarou.
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