Apesar da recepção negativa da imprensa e dos fãs nos anos 1990, líder da Donzela de Ferro mantém sua convicção sobre um dos trabalhos mais controversos da banda.
Guilherme Gonçalves (@guiiilherme_agb).
Após uma sequência ininterrupta de álbuns aclamados ao longo da década de 1980 — culminando no “progressivo” Seventh Son of a Seventh Son (1988) —, o Iron Maiden iniciou os anos 1990 em busca de uma sonoridade mais crua e direta.
O resultado dessa guinada foi No Prayer for the Dying (1990), oitavo álbum de estúdio do grupo britânico e o primeiro a contar com o guitarrista Janick Gers no lugar de Adrian Smith.
Embora o disco ocupe uma posição modesta na preferência de boa parte dos fãs e da crítica especializada, o fundador e baixista Steve Harris sai em defesa da obra.
Para o músico, No Prayer for the Dying é um trabalho sólido que refletia o momento em que a banda buscava simplificar sua proposta após anos de produções e turnês grandiosas.
Em entrevista à revista Metal Hammer, Harris explicou a intenção por trás do álbum na época.
Ele acrescenta, defendendo a qualidade do repertório presente do disco.
O baixista revelou que a sonoridade mais rústica foi influência do primeiro trabalho solo do vocalista Bruce Dickinson, Tattooed Millionaire (1990), no qual o cantor explorou um tom mais áspero.
Buscando capturar a energia de uma performance ao vivo, a banda optou por gravar o disco em um celeiro adaptado nas propriedades de Harris, utilizando o estúdio móvel dos Rolling Stones.
Harris admitiu que, se pudesse alterar algo na produção do álbum hoje, adicionaria ruídos de plateia para acentuar a atmosfera de registro ao vivo — recurso que foi aplicado no clipe do single “Tailgunner”.
Ele também defendeu faixas que receberam críticas na época, como a épica “Mother Russia”.
Steve Harris também ama ‘The X Factor’, do Iron Maiden.
No Prayer for the Dying não é o único trabalho contestado do Iron Maiden a contar com o respaldo de seu criador. Em entrevista publicada no livro biográfico Run to the Hills (1998), Harris também defendeu The X Factor (1995) — álbum que marcou a estreia do vocalista Blaze Bayley em substituição a Dickinson.
Apesar da rejeição comercial e crítica na época, o baixista chegou a classificar o disco de 1995 no seu “top 3” pessoal de álbuns do Iron Maiden, ao lado de Piece of Mind (1983) e Seventh Son of a Seventh Son (1988).
Frente às reações negativas que alguns discos receberam ao longo da carreira do Iron Maiden, Steve Harris explicou sua postura.
ao serviço militar, segundo Bruce Dickinson.
Fontes
Informação baseada em material público de Rolling Stone Brasil, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.
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