O presidente Donald Trump aprovou a execução do major Nidal Malik Hasan, oficial do Exército dos Estados Unidos que matou 13 pessoas e feriu outras 32 no ataque a tiros de 2009 em Fort Hood, no Texas, o mais letal já ocorrido em uma base militar americana.
Sean Parnell, porta-voz do Pentágono, afirmou na segunda-feira (5) que Hasan seria executado por um pelotão de fuzilamento e acrescentou que o secretário do Exército definiria a data, o horário e o local da execução.
Se a ordem for cumprida, Hasan, 56, será a primeira pessoa executada pelo sistema de Justiça militar desde 1961 e poderá ser a primeira a ser executada pelo governo federal desde a morte de 13 detentos nos últimos dias do primeiro mandato de Trump.
O presidente George W. Bush havia autorizado uma execução militar em 2008, mas ela foi posteriormente suspensa e não chegou a ser realizada. No fim de 2024, o presidente Joe Biden comutou as penas de quase todos os presos no corredor da morte federal civil.
Em 5 de novembro de 2009, Hasan, um psiquiatra do Exército lotado em Fort Hood, levou uma arma pessoal para dentro da base e abriu fogo em um ataque letal que abalou as Forças Armadas dos EUA.
Hasan afirmou ter realizado o atentado —ocorrido no auge da luta contra o terrorismo após o 11 de Setembro— para travar uma jihad contra o que chamou de guerras ilegais e imorais no Afeganistão e no Iraque.
Hasan, que foi baleado durante o ataque e ficou paralisado da cintura para baixo, confessou os assassinatos durante seu julgamento por corte marcial e foi condenado, em 2013, por 45 acusações de homicídio premeditado e tentativa de homicídio premeditado.
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