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Testes de vacinas aceleram corrida da ciência contra o ebola na RD Congo

Desenvolvimento ocorre em meio a surto crítico no país africano; OMS e parceiros globais testam novo imunizante para travar estirpe bundibugyo; unir inovação ci

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Testes de vacinas aceleram corrida da ciência contra o ebola na RD Congo

Desenvolvimento ocorre em meio a surto crítico no país africano; OMS e parceiros globais testam novo imunizante para travar estirpe bundibugyo; unir inovação científica e apoio na linha da frente é meta urgente das autoridades.

Com a epidemia do vírus ebola do tipo bundibugyo, laboratórios globais e a Organização Mundial da Saúde, OMS, anunciaram esta sexta-feira o início de ensaios clínicos urgentes para encontrar uma imunização eficaz.

O avanço rápido do surto na República Democrática do Congo, RD Congo, que já registra perto de 3.973 casos confirmados e pelo menos 1.801 mortes, desencadeou uma mobilização científica sem precedentes.

Como a epidemia atual é causada pela estirpe bundibugyo, para a qual ainda não existe uma vacina específica aprovada no mercado, peritos de todo o mundo aceleram os testes de novas tecnologias de imunização.

Perante a urgência da crise sanitária, o Grupo Técnico Consultivo da OMS recomendou que seja priorizada a Ervebo, a única vacina contra o ebola atualmente licenciada. Ela deve fazer parte de um ensaio clínico a seres humanos no terreno.

O objetivo é avaliar o grau de proteção cruzada que esta fórmula pode oferecer aos profissionais na linha da frente enquanto novas opções são desenvolvidas.

Paralelamente, a comunidade científica global lançou testes em humanos para três candidatas promissoras a uma vacina específica. Uma delas é a tecnologia de mRNA. Usando a plataforma de RNA mensageiro que revolucionou o combate à Covid-19, este ensaio de Fase 1 avalia a segurança e a resposta imunitária contra o vírus bundibugyo.

Já o vetor viral Chadox Bdbv, indicado pela Universidade de Oxford, é desenvolvida no Reino Unido. A vacina utiliza um vírus modificado e inofensivo para treinar o sistema imunitário a reconhecer e combater suas proteínas.

Por fim, a plataforma Rvsv dos Laboratórios Hilleman é destacada pela OMS como uma das opções mais promissoras do ecossistema de investigação atual.

Apesar da rapidez com que os ensaios clínicos avançam, peritos em saúde pública e o Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças, África CDC, alertam que levará tempo ter aprovação final e distribuição em larga escala de uma vacina 100% específica.

Por isso, a OMS e o África CDC lembram que o envolvimento ativo das comunidades no rastreio de contactos são ferramentas mais imediatas e eficazes. Essas ações podem salvar vidas, reforçar laboratórios e proteger profissionais de saúde locais.

Tedros Ghebreyesus reuniu-se em Kinshasa com autoridades do país mais afetado pelo atual surto da doença; ele relatou conversa “construtiva” com presidente Felix Tshisekedi; meta é chegar a todas as comunidades afetadas, apesar da insegurança e do deslocamento populacional.

Proteger milhões de congoleses move as forças das Nações Unidas em meio ao pior surto do país africano e à realidade de conflitos armados; general Ulisses Mesquita Gomes reitera compromisso de proteger congoleses unindo segurança, apoio logístico e diálogo comunitário para salvar vidas e devolver esperança.

Fontes

Informação baseada em material público de ONU News, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

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