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Spanish transport minister resigns days after deadly train crash

Pelo menos 69 pessoas foram mortas e dezenas ficaram feridas na colisão ao sul da capital, Madrid.

6 min de leitura
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Fonte da imagem, ReutersLegenda da imagem, Óscar Puente vinha sofrendo pressão crescente enquanto partidos da oposição e alguns aliados do governo pediam que ele renuncasse.

  • Publicado 3 de novembro de 2026, 20:28 GMT.

Jovem atleta e ex‑ministro entre as vítimas do acidente de trem na Espanha. Publicado há 5 dias.

O ministro dos transportes da Espanha, Óscar Puente, renunciou – seis dias após a colisão do trem de alta velocidade na qual pelo menos 69 pessoas foram mortas e dezenas ficaram feridas.

Ele anunciou sua decisão no Congresso, depois de prestar depoimento sobre o desastre da última quarta-feira perto da cidade de Urda, ao sul da capital Madrid, em que um trem colidiu com a traseira de um trem estacionado.

Um ministro dos Transportes em um país como a Espanha não pode permanecer no cargo após dois acidentes de essa gravidade em menos de um ano," ele disse. Uma referência ao acidente de janeiro na mesma linha que deixou 46 pessoas mortas.

O acidente da semana passada foi um dos piores desastres ferroviários na história moderna da Europa, e o pior acidente da Espanha desde 2013.

Fonte da imagem, AFP via Getty Images. Legenda da imagem, Resgatadores tiveram que usar equipamentos de levantamento pesado para acessar vagões descarrilados onde vários passageiros estavam presos.

Puente anunciou sua decisão no final de uma longa sessão do Congresso na noite de terça-feira, na qual ele havia delineado novas medidas de segurança ferroviária e havia sido interrogado pela oposição.

Ele também disse: Eu não estou apenas deixando meu cargo de ministro dos transportes, mas... também estou retirando meu nome das listas para as eleições legislativas antecipadas.

A posição de Puente imediatamente passou a ser alvo de escrutínio após o acidente de 28 de outubro.

A principal oposição, o conservador Partido Popular (PP) e o de extrema‑direita Vox, estavam ambos pedindo sua renúncia — assim como alguns dos aliados do governo.

Eles argumentaram que o ministro deveria assumir a responsabilidade por um sistema de trem de alta velocidade que muitos espanhóis agora consideram inseguro e cuja credibilidade, até mesmo o Primeiro-Ministro socialista Pedro Sánchez admitiu, estava “quebrada”.

A oposição também criticou Puente por parecer culpar erro humano pelo acidente, alegando que o ministro estava tentando desviar a culpa de suas próprias falhas.

But, having said he was going to remain in his post just a few days ago, his resignation appears to have taken many by surprise.

The rail accident and Puente's decision have come at a crucial moment in the Spanish political calendar, with early general elections on 29 November.

Muitos observadores veem o acidente como um enorme revés eleitoral para o governo liderado pelos Socialistas, que tornará impossível para Sánchez desafiar as pesquisas e vencer as eleições.

Puente's predicament presented him and the prime minister with a dilemma - refusing to resign might look insensitive in the wake of the accident and stepping down could look like acknowledging he and the government were at fault.

In the end, Puente opted for the second option, insisting his decision had been driven by "political dignity.

O primeiro‑ministro elogiu seu colega que 'enfrentou a situação, ofereceu respostas e soluções, e então se afastou.

Out of dignity. Of his own accord. Out of respect for the victims," Sánchez added.

Muitos espanhóis agora vão se perguntar se os sucessores de Puente conseguirão restaurar a fé no sistema ferroviário do país.

O acidente ocorrido na última quarta-feira envolveu um trem operado pela estatal Renfe, com 397 passageiros a bordo, e um trem parado operado pela privada Iryo, que transportava 147 passageiros.

A reported issue with the automatic signalling system - a computer failure - had forced all trains to halt on the affected stretch.

Leaked audio recordings published in Spanish media soon after the crash revealed conversations between train drivers and a control centre just minutes before the disaster.

As três gravações de conversas entre o centro de controle de Madrid e dois condutores de trem parecem mostrar que o trem Renfe recebeu autorização para avançar mesmo que o outro trem estivesse parado na via, a cerca de 25 km (15 milhas) à frente.

Figure caption, Listen: Audio recordings between train driver and controller.

In one, a control centre operator is speaking to the driver of the Renfe train, which was having some technical difficulties.

The driver replies: "At normal speed?" To which the controller answers: "Yes.

The Lateral Signalling Block is a back-up system used when the automatic signalling or data transmission system fails.

O condutor do trem Iryo parado afirma, em outra gravação de áudio, que a comunicação com o sistema de controle do trem foi perdida e que o trem não está em movimento.

The train "is stationary in front of the entry signal at Urda", the driver tells the control centre operator. After a series of exchanges, the driver is then told to "resume the journey" normally.

The Iryo driver then contacts the control centre again, according to a later recording, saying they cannot start the train. "The train won't allow me to control the [security] system.

That's why I am still stopped in front of the entry signal," they say.

The latter recording suggests that the controller had been notified that the Iryo train remained stationary as the Renfe train approached.

Iryo disse que seus vagões foram "struck from behind" pelo outro trem.

Bloodied, dazed and angry - how passengers' rail journey turned to disaster in Spain.

Shock of rail tragedy gives way to sorrow and outrage in politically divided Spain.

O que sabemos até agora sobre o fatal acidente ferroviário na Espanha.

Em números

  • Uente, renunciou – seis dias após a colisão do trem de alta velocidade na qual pelo menos 69 pessoas foram mortas e dezenas ficaram feridas
  • Uma referência ao acidente de janeiro na mesma linha que deixou 46 pessoas mortas
  • Cebeu autorização para avançar mesmo que o outro trem estivesse parado na via, a cerca de 25 km (15 milhas) à frente

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