Ir para o conteúdo

Corumbá - MS | Sexta-feira, 6 de novembro de 2026 | 14:58

ULTRA CONECT
Mundo

Secretário de Trump ignora risco de impeachment e defende guerra no Irã como ato de heroísmo dos EUA

Pete Hegseth, da Defesa, pode ser alvo de processo de destituição após perda da maioria republicana no Congresso

3 min de leitura
Mundo — imagem padrão

O secretário de Defesa, Pete Hegseth, que provavelmente enfrentará um pedido de impeachment no Congresso nas próximas semanas, divulgou uma mensagem em vídeo na quinta-feira (5) defendendo sua gestão e prometendo lutar para permanecer no cargo.

Estamos mais determinados do que nunca, mais resolutos do que nunca, a concluir o que começamos", disse Hegseth, em frente ao Pentágono e a uma placa com os dizeres "Departamento da Guerra", nome que ele prefere para a pasta.

Alguns parlamentares influentes do Partido Republicano, frustrados com a condução da guerra no Irã por Hegseth e com sua destituição de generais de alto escalão, já vinham pressionando o presidente Donald Trump a substituí-lo antes mesmo da derrota acachapante dos republicanos nas eleições de meio de mandato.

Essas cobranças só aumentaram nos últimos dias.

Em declarações feitas no Salão Oval também na quinta-feira, Trump saiu em defesa de seu secretário de Defesa, afirmando que ele estava fazendo um "trabalho fantástico.

Trump também defendeu a guerra no Irã, que o vice-presidente J. D. Vance apontou como um dos principais fatores por trás do desastre eleitoral nas eleições de meio de mandato.

Estamos lá há sete meses e temos controle total daquele lugar", disse Trump, acrescentando que "ninguém é morto há muito tempo". Os iranianos "disparam um foguete de vez em quando", afirmou.

Hegseth adotou um tom semelhante em sua mensagem em vídeo, descrevendo a guerra como "um esforço corajoso e histórico que garantirá que o Irã jamais obtenha uma arma nuclear.

A maior parte da mensagem gravada foi dedicada às batalhas que ele vem travando para afastar das Forças Armadas oficiais de alta patente e ideias que ele e Trump consideram inaceitáveis.

Por que os democratas e os radicais do Estado profundo realmente nos odeiam?", perguntou Hegseth. "Porque derrubamos seus intocáveis, um por um, e sem pedir desculpas.

Em seguida, ele se vangloriou de seu trabalho para encerrar programas destinados a tornar as Forças Armadas mais diversas. "A DEI é uma ideologia marxista criada para nos destruir, por isso acabamos com ela", disse, referindo-se aos programas de diversidade, equidade e inclusão que haviam se consolidado nas Forças Armadas.

Hegseth também falou sobre a proibição de militares transgênero nas Forças Armadas e a expulsão de jornalistas do Pentágono. Ele ainda defendeu os ataques das Forças Armadas a embarcações no mar do Caribe e no Pacífico Oriental que, segundo o governo Trump, transportavam drogas.

Narcoterroristas devem morrer, não ser capturados e depois soltos", afirmou, referindo-se aos ataques que mataram dezenas de pessoas. Especialistas no uso da força letal afirmam que os ataques constituem execuções extrajudiciais ilegais.

O vídeo de Hegseth e a defesa feita por Trump dificilmente vão conter os apelos por seu impeachment ou afastamento do cargo. O deputado Jason Crow, democrata do Colorado, ironizou a mensagem de Hegseth.

Depois de falhar com nossos militares e iniciar novas guerras intermináveis, Pete está desesperado para manter o emprego", escreveu Crow nas redes sociais. "O tempo está passando, sr.

secretário. É melhor começar a empacotar suas coisas no camarim do Pentágono. Seu tempo acabou.

Comentários

Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.

Carregando comentários…

Leia também

Mais em Mundo